terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O sangue ainda corre na floresta

 
 
Fonte: Amazônia.org 10/02/2015
Dez anos após o assassinato de Dorothy Stang, os mandantes do crime continuam em liberdade e o círculo vicioso de exploração, violência e impunidade segue imperando na Amazônia
Em reação a morte de Dorothy Stang, o Greenpeace foi à Brasília em 2005 para pedir Paz nas florestas e ações para acabar com os conflitos agrários na Amazônia. (© Greenpeace/ Olivier Boëls)
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Estas foram as últimas palavras ditas por Dorothy Stang antes de ser alvejada por seis tiros, em uma estrada deserta de terra batida no interior do Pará. A missionária norte-americana tinha 73 anos de idade. Segundo seu executor, Rayfran das Neves, quando percebeu a aproximação da moto que levava seus assassinos, a freira abriu a Bíblia que carregava debaixo do braço e começou a rezar. O livro, inseparável, foi seu único consolo naqueles solitários segundos finais.
Neste 12 de fevereiro, o assassinato de Dorothy Stang completa dez anos, sem que os mandantes pelo crime tenham sido, de fato, presos. Depois de sucessivos julgamentos e do polêmico cancelamento do veredicto que condenou Vitalmiro Bastos de Moura a 30 anos de prisão, tanto ele como o outro mandante, Regivaldo Pereira Galvão, continuam livres. O caso, ao invés de exceção, infelizmente é a regra e retrato fiel da violência e impunidade que assolam comunidades rurais de todo o Brasil e especialmente da Amazônia.
De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de 2005 a 2014, 325 pessoas foram vítimas de assassinatos motivados por conflitos agrários. Mais da metade destes casos (67,3%) aconteceram na Amazônia Legal. O que mostra que, passados dez anos da morte de Dorothy, o sangue continua a correr na floresta.
Não bastasse o horror da violência, as famílias que sobrevivem às ameaças e os parentes das vítimas assassinadas ainda têm que conviver com seus algozes às soltas. De 1985 a 2013, a justiça recebeu 768 inquéritos de assassinatos no campo na região amazônica. Apenas 5% deste total chegou a julgamento, segundo a CPT. Pior: somente 19 mandantes receberam algum tipo de punição, sendo que a maioria responde às acusações em liberdade.

1% da vazão do Rio AM eliminaria falta de água no NE e Sudeste, diz CPRM

Em tempos de crise hídrica, as soluções mais ousadas começam a surgir. Uma transposição desse porte seria viabilizada???
 
Especialista defende amplo debate para definir tipo de obra e impactos. Serviço Geológico diz que AM dispõe de vazão mil vezes o que necessita SP.
Fonte: G1 AM 08/02/2015
Acidente ocorreu por volta das 7h30 no rio Amazonas (Foto: José de Oliveira/TV Amazonas)Transposição de águas do Rio Amazonas é apontada como solução para crise hídrica  (Foto: José de Oliveira/TV Amazonas)
A Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que é possível levar água do Rio Amazonas - um dos maiores do mundo - para São Paulo e outros estados que sofrem com falta d'água no Brasil. Especialista diz que 1% da vazão do rio daria para abastecer Nordeste e Sudeste do país. O órgão defende que os tipos de obra e intervenção merecem amplo debate. A proposta sugerida pelo governador do Amazonas, José Melo (PROS), nesta semana, gerou polêmica e também foi alvo de críticas em redes sociais.
Os grandes rios estão longes das grandes concentrações populacionais do país. Os problemas com abastecimento de água poderiam ser solucionados com obras que levassem água do Rio Amazonas para as regiões afetadas, de acordo com o superintendente regional do CPRM, Marco Antônio Oliveira.

Ausência involuntária

Em viagem a trabalho para outro estado, fiquei sem internet e não pude atualizar as postagens todos esses dias.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Há dois meses sem receber remuneração, pesquisadores do CBA realizam protesto

Fonte: Diário do Amazonas 06/02/2014


O Diretor Executivo da FDB, Adriano Premebida, garantiu que até terça os bolsistas receberão as bolsas de forma retroativa


A manifestação aconteceu em frente ao CBA. Foto: Isabelle Marques
Manaus -  Pesquisadores do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) realizaram na manhã desta sexta-feira (6), uma manifestação, em frente à instituição, localizada próximo ao Distrito Industrial, zona Sul de Manaus. De acordo com Flávio Freires, porta-voz do movimento Pró-CBA, os bolsistas estão sem receber a remuneração há dois meses.
Ainda conforme com o porta-voz do movimento, a responsabilidade do contrato dos bolsistas foi repassada da Suframa para a Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera (FDB). “A bolsa está atrasada desde o dia 17 de dezembro. Não temos recurso. Ontem, tivemos uma reunião com alguns representantes da Suframa que nos afirmaram que a partir de agora a responsabilidade é da FDB. Disseram que o recurso do Governo já foi repassado e autorizado. Fora isso, não temos mais respostas. Começamos com mais de cem funcionários e hoje em dia temos menos de cinquenta. Pelo visto a intenção é fechar o instituto, porque gradativamente está havendo o corte dos recursos” disse.
O bolsista Antônio Lapa, que é doutor em farmacologia, estava na manifestação e acredita que tais situações como o atraso da bolsa reflete na desvalorização dos funcionários. “Essas pessoas estão aqui pela valorização e o orgulho do seu trabalho em pesquisa. A gestão política atual não está adequada. O CBA trabalha com a vida. E ela não espera alguma posição do governo. Para manter a vida e continuar com o progresso, precisamos de algumas mudanças” afirmou.
Uma pesquisadora, que não quis se identificar, afirmou que não tem mais motivação para trabalhar devido a desvalorização. “Não precisávamos chegar a esse ponto. Como vou sustentar minha família? Nós resistimos às dificuldades por um tempo, pedimos de outras formas, mas nunca temos nenhuma reposta. Além do dinheiro ser importante, o ‘feedback’ também resolveria muita coisa. Até nos falaram que se reclamássemos, poderíamos perder nossa bolsa”  contou.
Em resposta, o Diretor Executivo da Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera (FDB), Adriano Premebida, declarou que o atraso das bolsas foi consequência a demora do trâmite do convênio do Governo.
 “A partir de 17 de dezembro do ano passado, a Suframa passou para a nossa responsabilidade a contratação desses 49 bolsistas. Então, todos foram desligados e recontratados pela Fundação em um contrato emergencial que tem validade até junho desse ano. Esse trâmite gerou o atraso. Também tivemos um problema técnico com a internet que nos impossibilitou de cadastrá-los em nosso sistema. Agora estamos com uma equipe que agirá de forma urgente nessa parte.  Até terceira-feira, os bolsistas receberão as bolsas de forma retroativa”, afirmou o Diretor-Executivo.

Pela conservação da Amazônia, instituições lançam campanha de financiamento coletivo



Fonte: Portal da Amazônia.com 06/02/2015

Jogo permite ao usuário conhecer mais sobre a Amazônia e colaborar para conservá-la

MANAUS - De um lado, o Instituto Mamirauá, uma instituição de pesquisa que trabalha em prol da conservação e do manejo sustentável na Amazônia, integrado com as comunidades locais. Do outro lado, a Level-Up 4 Good, uma empresa que desenvolve aplicativos de jogos criados em parceria com instituições que atuam na conservação ambiental.
O encontro entre ambos teve como cenário a Pousada Uacari. De uma visita à iniciativa, que tem a gestão compartilhada entre comunitários e o Instituto Mamirauá, nasceu o jogo "Conserve a Amazônia". 
Alicia Choo, responsável pela Level-Up 4 Good, visitou a Pousada em 2006 e se impressionou com o trabalho que o Instituto Mamirauá realiza. "Eu sabia que queria colaborar com o Instituto Mamirauá e com outras causas nas quais acredito, usando meus conhecimentos de tecnologia da informação. Estabeleci parcerias e por meio da internet pude transpor barreiras de tempo e espaço, trabalhando no desenvolvimento do jogo em conjunto com o Instituto Mamirauá", conta Alicia.
O aplicativo foi desenvolvido para a plataforma iOS e já está disponível para download, gratuitamente. Do tipo match 3, o jogo permite ao usuário conhecer mais sobre a Amazônia e colaborar para conservá-la. E mesmo voltado para o público infantil, o jogo também agrada adultos. A compra de upgrades e um canal direto de doação revertem recursos para o Instituto Mamirauá. Uma estratégia atual e inovadora de financiamento, de educação ambiental e divulgação científica. Jonathan Macedo, analista de inovação e pesquisa do Instituto Mamirauá, acrescenta que "essa é uma iniciativa pioneira no mundo, e está levando o trabalho do Instituto Mamirauá a lugares distantes, como China e Estados Unidos, países que mais baixam o jogo ". Com os resultados positivos alcançados, como tornar o jogo ainda mais acessível?

Governo quer acelerar adesão de produtores ao Cadastro Ambiental Rural



Fonte: Amazônia.org 06/02/2015

Ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e da Agricultura, Kátia Abreu, em reunião com secretários estaduais de Meio Ambiente e Agricultura para discutir adesão ao Cadastramento Ambiental Rural Elza Fiúza/Agência Brasil
A três meses fim do prazo para que os produtores rurais se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR), as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e da Agricultura, Kátia Abreu, reuniram-se ontem (5) com secretários estaduais das duas áreas para encontrar caminhos e acelerar a adesão dos agricultores ao sistema. Até o momento, 40% dos mais de 371,8 milhões de hectares de áreas passíveis de cadastramento foram registradas, como determina o Código Florestal.
Izabella Teixeira e Kátia Abreu optaram por não falar em prorrogação do prazo, mas não descartaram a possibilidade. “Não vou falar de prazo porque preciso trabalhar na base real para saber uma estratégia de eventual prorrogação, como ela será feita. Isso será combinado com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Estamos fazendo um esforço enorme com eles [os estados]. Combinamos que faríamos essa reunião para termos a linha de base [de atuação]”, disse Izabella Teixeira.

Turismo com botos pode prejudicar animais, dizem pesquisadores no AM

Fonte: G1 AM 06/02/2015

Em rios do Amazonas, é comum o turismo de interação com os animais. Atividade pode 'sobrecarregar' os botos, afirmam cientistas do Inpa.

Pesquisadores afirmam que estão preocupados com o turismo de interação com botos na Amazônia. Em praias do Amazonas, turistas têm a oportunidade de ter um contato bem próximo com os animais. A atividade atrai a atenção de visitantes, mas ainda não é regulamentada pelos órgãos ambientais e pode impactar negativamente a vida dos botos. Um monitoramento é realizado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para entender os resultados da interação causada pelo turismo.
Pesquisadores acreditam que o fato de a atividade não ser regulamentada pode causar problemas para os animais e também para os visitantes. "É gente o dia todo, todo dia. Muita gente, muito peixe. Então há uma sobrecarga sobre um grupo de animais. Isso pode ser perigoso para os animais e para o turista", alerta Vera Silva, que é coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
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Pesquisadores estão entrando na água para atrair e capturar botos. Segundo eles, a intenção é monitorá-los, para saber os impactos que o turismo de interação está causando para esses animais e, partir daí, elaborar propostas para a que a atividade continue a encantar turistas, mas sem ameaçar os mamíferos que vivem nos rios amazônicos.
Os botos são capturados e pesados pelos pesquisadores. Após a pesagem, eles são submetidos a uma série de exames. Amostras de sangue e de mucosas são recolhidas. Elas vão servir para avaliar o estado de saúde dos animais. O trabalho é rápido, pois quanto mais tempo fora d´água, mais estressados ficam os animais. Em poucos minutos, eles voltam para a água passam a ser monitorados através de um equipamento capaz de gravar sons emitidos pelos, imperceptíveis para a audição humana.
Boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, é um dos símbolos da Amazônia (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)Boto-vermelho é um dos símbolos da Amazônia (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

BELO MONTE VAI REMOVER 2.000 FAMÍLIAS EM DOIS MESES EM ALTAMIRA


Fonte Amazônia Real 03/02/2015


Bairro Invasão dos Padres será extinto para dar lugar ao reservatório de Belo Monte (Foto: Jéssica Portugal/AR)Bairro Invasão dos Padres será extinto para dar lugar ao reservatório de Belo Monte (Foto: Jéssica Portugal/AR)

ELISA ESTRONIOLI,  calaboração para a agência Amazônia Real

DE ALTAMIRA (PA) – Para driblar atrasos e obedecer ao novo cronograma de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, a concessionária Norte Energia vai remover nos próximos dois meses mais de 2.000 famílias das áreas que serão alagadas pela usina no município de Altamira, no sudoeste do Pará. O número de famílias que receberão novas casas é exatamente o mesmo que a empresa levou um ano para reassentar nos bairros construídos por ela na cidade, em 2014.
Segundo a concessionária, as outras famílias receberão indenizações ou pagamento de aluguel social para deixarem até o mês de março as casas localizadas nas áreas que serão afetadas também pelo lago da hidrelétrica. Esse número pode ultrapassar 3.000 famílias.
O município de Altamira tem cerca de 150 mil habitantes, segundo a prefeitura. A concessionária Norte Energia fez um cadastro de 7.790 famílias (cerca de 38.000 pessoas) que serão atingidas pela barragem de Belo Monte.
O primeiro prazo para remoção das famílias foi o mês de novembro de 2014. A previsão de enchimento do reservatório da hidrelétrica e começo da venda de energia era para o final de janeiro de 2015. Com o atraso nas remoções das famílias, o novo prazo para começar a encher o reservatório é a partir de novembro de 2015.
Em janeiro de 2014, uma média de seis famílias foram realocadas ao mês para os locais chamados pela Norte Energia de “Reassentamentos Urbanos Coletivos”, localizados na periferia de Altamira.
As mudanças começaram lentas, com uma média de cinco a dez famílias transferidas por semana, em um período de inverno rigoroso – o rio Xingu subiu oito metros e mais de 2.000 famílias tiveram que ir para abrigos provisórios. No final do ano, com a construção de mais casas, o processo acelerou e no início de novembro a empresa transferiu a milésima família. Agora são realizas cerca de 80 mudanças por semana, segundo a empresa.
Iniciadas em 2011, as obras civis de Belo Monte já estão 70% concluídas. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, são justamente as mudanças das famílias da área do reservatório que estão atrasando o cronograma.
Oficialmente, a Norte Energia, grupo formado por empresas estatais e privadas, liderado pela Eletrobras, não admite atraso em seu cronograma e vem rebatendo notícias na imprensa nacional sobre o assunto. Na cidade de Altamira, no entanto, é comum ouvir de funcionários de vários escalões da empresa que obra está atrasada “pelo menos um ano”.
A construção da obra, uma das mais questionadas por ambientalistas, lideranças indígenas e movimentos sociais devido aos impactos sociais e ambientais na bacia do Rio Xingu, é de responsabilidade do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), formado por um grupo de empreiteiras, entre elas, Andrade Gutierres, Camargo Correa, Odebrecht e Queiroz Galvão. Deve custar R$ 30 bilhões, de recursos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
As consequências das rápidas remoções

Empresa vai extrair água do ar da Amazônia


Fonte: Jornal do Comércio -RS 20/01/2015

REPRODUÇÃO/JC
Produto terá preço sugerido de aproximadamente R$ 20
Produto terá preço sugerido de aproximadamente R$ 20
O 'raio gourmetizador', como brincam os usuários das redes sociais com a moda dos produtos cercados por cuidados mercadológicos - o bom e velho segmento premium - terá a partir de março uma pequena, mas já ilustre participante: uma marca de água mineral retirada não de debaixo da terra, mas da atmosfera da floresta amazônica.
Uma garrafinha da Ô Amazon Air Water, de 250 ml, terá preço sugerido de € 6,5 (aproximadamente R$ 20). Isso porque 95% da produção terá como destino o mercado europeu, onde será distribuído para 200 pontos de venda de luxo, como o hotel Four Seasons de Lisboa.
Os 5% restantes serão reservados para o consumidor brasileiro, vendidos em um e-commerce da marca e por uma flagship store, ou loja conceito, prevista para ser anunciada em julho e, certamente, ocupando um endereço chique da cidade de São Paulo, como o Jardim Europa por exemplo.
Um grupo formado por quatro empresários brasileiros é responsável pela ideia. Já experimentados no empreendedorismo, eles aportaram R$ 20 milhões na empresa A2BR, que abriga a marca Ô Amazon. Outros R$ 10 milhões estão previstos para os próximos 12 meses, dinheiro destinado para o início da produção (na segunda quinzena de março), estratégias de marketing e comunicação, além do subsídio ao mercado na primeira leva a ser exportada.
"Nossa estratégia de abordagem de mercado é financiar a primeira compra do nosso cliente", diz o sócio Cal Junior, que em dez anos estima um retorno de  100 milhões em lucros. "A ideia por trás dessa estratégia é selecionar nossos revendedores."

Produtores resgatam o plantio de frutas e hortaliças pouco convencionais da Amazônia


Fonte: A Crítica 03/02/2015

Técnicos da ADS, em parceria com o CTA/Musa, realizaram visitas às famílias de agricultores do AM, onde iniciaram o plantio de vegetais poucos conhecidos

Parte dos produtos são comercializados em feiras regionais fixas realizadas semanalmente pela ADS como as feiras do Asa, Cassam, PM e Cidade Nova
Parte dos produtos são comercializados em feiras regionais fixas realizadas semanalmente pela ADS como as feiras do Asa, Cassam, PM e Cidade Nova(Divulgação)
A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) busca parceria com o Centro de Treinamento Agroflorestal do Museu da Amazônia (CTA/Musa) com o objetivo de resgatar o plantio e comercialização de uma diversidade de vegetais poucos conhecidos, chamados não convencionais da Amazônia, como taioba, vinagreira, ariá, bertalha, azedinha, araruta, cubiu, cará, entre outras.
Técnicos da ADS realizaram visitas às famílias de agricultores familiares do Assentamento Água Branca, localizado no Puraquequara, Zona Rural de Manaus, que já iniciaram o plantio dessas espécies não convencionais.
O agrônomo da ADS, Charlles Osawa, destacou a importância dessas hortaliças no cenário nacional e mundial. “A ADS é uma instituição governamental que apoia a comercialização de produtos do setor primário, por isso damos prioridades às ações que visam a sustentabilidade e acima de tudo, buscando novos caminhos para a comercialização dessas espécies da agricultura familiar”, enfatizou.
Benefícios
O casal de agricultores Manoel Nogueira e Francisca Moraes cultivam hortaliças que vinham sendo esquecidas. Uma das espécies que eles passaram a plantar depois do projeto é a taioba, uma planta que produz folhas comestíveis gostosas, rica em nutrientes e muito fácil de ser produzida, especialmente no verão amazônico.
Para Manoel Nogueira, participar do projetos traz inúmeros benefícios como o aumento da renda da família e ter mais opções para oferecer aos clientes. “Nós participamos das feiras da ADS, e percebemos que os clientes a cada dia querem algo diferente e nutritivo. Poder plantar espécies pouco conhecidas nos abriu novas oportunidades de negócios”, explicou.