quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eletronorte terá 19,9% da SPE de Belo Monte

Eletronorte terá 19,9% da SPE de Belo Monte

Rafael Bitencourt
Fonte: Valor Econômico 19/05/2010

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o conselho de administração da Eletrobrás definiu o rateio de participação da companhia no consórcio vencedor da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Segundo ele, a Eletronorte será a operadora, com 19,9% de participação, enquanto a Chesf e a Eletrobras ficarão com 15% cada.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Alcoa investe no Brasil, mas questiona custo da energia

A estória é sempre a mesma, a empresa quer investir mas precisa de subsídios. Quando da crise do petróleo nos anos 70 quando foi acertado a construção da primeira grande fábrica de alumínio na Amazônia, onde o estado brasileiro entrou como sócio, através da então estatal Vale do Rio Doce, resolvendo assim um problema do proibitivo custo da energia para produzir o alumíni.o no Japão. No cronograma financeiro da implantação da Albras estava contemplado 800 milhões milhões de dólares para a construção da hidrelétrica de Tucurui, quantia que não foi investida pelos japoneses e sim pelo governo brasileiro, que além dos grandes incentivos fiscais dado a empresa, construiu sózinho a hidrelétrica e garantiu a venda subsidiada de a energia por vinte anos. Algumas coisa mudaram de lá para cá, mas é sempre preciso ficar alerta, pois se os investimentos são importantes para a economia regional, é imprescindivel que a sociedade receba de maneira efetiva parte dos benefícios e lucros gerados por um projeto em que ela propria contribui.

Alcoa investe no Brasil, mas questiona custo da energia

Fonte: Brasil Econômico
Data do documento: 19/05/2010
A Alcoa, maior produtora de alumínio dos Estados Unidos, planeja expandir a produção do metal no estado do Pará e estuda construir uma nova unidade de transformação de alumina em alumínio, disse o presidente da Alcoa Alumínio, Franklin Feder.
A companhia deverá investir US$ 3 bilhões no empreendimento, e não descartou fechar outras instalações no país por conta dos "altos custos" de energia elétrica.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aldo Rebelo: é o Estado que deve legislar sobre meio ambiente

Na discussão da reforma do Código Floretal, cabe, para fins de análise, a apresentação da opinião do relator da matéria o deputado Aldo Rabelo, publicada em entrevista ao jornal Valor Econômico. Pode-se discordar dela, mas ela é importante para o debate, pois, é necessária a compreensão melhor do assunto, evitando assim uma rejeição completa de uma ou outra abordagem, o que prejudica uma avaliação mais precisa e necessária para o aperfeiçoamento do Código Florestal, o mais importante instrumento legal para a condução da políca ambiental do país. Afinal a reforma do Código Florestal não deve ser conduzida pela disputa maniqueísta entre os interesses de ruralista versus ambientalistas, mas, refletir a opinião de todas as parcelas da sociedade brasileira, para possuir a legitimidade necessária, e assim conseguir a efetividade que se deseja.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=129526&id_secao=1

Fonte: vermelho.org.br 17 de Maio de 2010

Aldo Rebelo: é o Estado que deve legislar sobre meio ambiente

Crítico feroz da influência de ONGs em questões ambientais e combatido por ambientalistas por sua proximidade com a bancada ruralista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) terá uma dura batalha política quando apresentar seu relatório final, no início de junho, na comissão especial de reforma do Código Florestal.
O texto dará aos estados o poder de legislar em questões ambientais, evitará punição a derrubadas feitas sob incentivo oficial e consolidará áreas de produção em várzeas e topos de morros. Rebelo, que ouviu mais de 378 pessoas em 64 audiências públicas e outras tantas privadas país afora, espera continuar com o apoio dos partidos que o levaram à delicada e complexa relatoria.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Shoppings são a nova etapa no crescimento da Amazônia

Shoppings são a nova etapa no crescimento da Amazônia
Fonte: Valor Econômico
Data do documento: 13/05/2010

Até agora, a marcha da civilização na floresta amazônica seguia um padrão previsível. Madeireiros abriam caminho para criadores de gado, que abriam caminho para agricultores.
Agora o próximo passo é o shopping center.
Até poucas décadas atrás, muitos cientistas acreditavam que a Amazônia mal podia ser habitada.
Hoje, pelo menos cinco cidades na Amazônia brasileira têm população acima de 300.000 habitantes, um marco fundamental para as cadeias nacionais de varejo. Até o fim do ano que vem, quatro das cinco maiores cidades terão grandes shoppings como os que se veem no Rio e em São Paulo, com grandes claraboias e praças de alimentação ancoradas por lojas McDonald's. Incorporadores estão considerando projetos em três outras.

Verdes, pero no mucho

Esse artigo da revista exame me faz pensar um pouco em Belo Monte. Preciso refletir melhor para fazer uma associação consistente e externalizar uma opinião.

Verdes, pero no mucho
Fonte: Exame
Data do documento: 11/05/2010

Cerca de 4 000 quilômetros quadrados, área quase três vezes maior que a da cidade de São Paulo. É nesse mundo de terra, no deserto de Mojave, no estado americano da Califórnia, que vários investidores tinham planos de instalar uma série de usinas solares. O desejo do setor privado de avançar sobre esse lugar inóspito é compreensível. Uma lei estadual de 2006 estabelece que, até 2020, um quinto da eletricidade consumida na Califórnia deverá vir de fontes renováveis. O deserto de Mojave não poderia ser mais propício para dar conta dessa ambição: trata-se de uma das regiões dos Estados Unidos onde o sol é mais inclemente. O plano seria perfeito se não fosse por uma questão: nem todos os "verdes" são a favor da ideia. Muito pelo contrário. Para o americano David Myers, principal ativista da Wildlands Conservancy, entidade que atua na região, a paisagem do Mojave é idílica, quase sagrada, e deve permanecer intocada. Além disso, o local abriga dezenas de espécies de plantas e animais que devem ser preservadas. "Grandes ONGs recebem muito dinheiro de grandes corporações. Não é nosso caso. Assim, podemos pensar mais objetivamente sobre as consequências negativas desses projetos nessa região", disse Myers a EXAME.

Odebrecht e Camargo Côrrea voltam à cena em Belo Monte

Fonte DCI 17/05/10
http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=327361&editoria=

Odebrecht e Camargo Côrrea voltam à cena em Belo Monte
Fabíola Binas


SÃO PAULO - Gigantes da construção pesada, como Camargo Corrêa e Odebrecht, voltam à cena em torno do projeto da Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Depois de desistirem do projeto, alegando temer não lucrar com a empreitada, que custará cerca de R$ 19 bilhões, as empresas mostram-se dispostas a participar da obra como coadjuvantes.

A petroquímica Braskem, do Grupo Odebrecht, informou sexta-feira que já iniciou conversações com o consórcio vencedor do leilão, o Norte Energia, para participar como autoprodutora. "Fomos procurados e assumimos um acordo de confidencialidade [com o consórcio]. A Braskem se mantém interessada em ser autoprodutora", disse o presidente da Braskem, Paulo Gradin.

Segundo o presidente da companhia, a tarifa de R$ 78 por megawatt-hora oferecida pelo consórcio vencedor, encabeçado por Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Queiroz Galvão e Grupo Bertin (por meio de Gaia Energia e Contern Construções), é competitiva. "Mas não é só isso. Junto vem o risco de ser investidor, o retorno sobre o negócio. É isso que temos de avaliar", disse.

Construtoras

Dentro dessa corrida, a Odebrecht afirmou ao DCI que, depois de todos os impasses que envolveram Belo Monte, a companhia não pretende ser investidora do projeto, mas ajudar a construí-lo.

"Estamos dialogando com o consórcio vencedor sobre a construção da usina. Temos uma vasta experiência em projetos de engenharia como este", comentou Dante Venturini, diretor de Engenharia e Infraestrutura da Odebrecht.

Para Venturini, a Odebrecht pode participar da construção da Usina de Belo Monte. "O processo para o leilão foi complicado, e o governo achava que as nossas reivindicações eram conversa de empreiteiro. Mas a iniciativa privada não pode correr grandes riscos, ainda mais com um projeto tão caro. Por isso saímos do leilão", afirma o diretor. Ele acrescentou que: "O caso de Belo Monte era tão arriscado que no dia do leilão ainda tinha empresa saindo. Mas agora não teremos esse risco, e podemos ajudar a construir a usina".

A Camargo Corrêa mantém o mesmo discurso da ex-parceira de Belo Monte. "Somos líderes na construção de hidroelétricas e temos interesse em participar como fornecedores de serviços nesta usina", respondeu a empresa. Recentemente, Vitor Hallack, presidente do conselho de administração da Camargo Côrrea, falou sobre a intenção da construtora de usar sua experiência para "auxiliar", o consórcio Norte Energia.

A Camargo Corrêa realizou obras de hidroelétricas gigantes, como a de Itaipu, no Rio Paraná, que tem capacidade de 12 mil megawatts, e a de Tucuruí, no Rio Tocantins (4,2 mil MW), unidades que estão entre as maiores do mundo. A maior de todas é a de Três Gargantas, na China (22 mil MW). Para se ter uma ideia, Belo Monte terá 11, 2 mil MW.

Vale

Outras companhias também devem ser abordadas para se transformar em autoprodutoras. Entre elas, estão cotadas corporações como a Vale, que recentemente deixou claro que, se "fosse convidada", avaliaria sua entrada em Belo Monte, o que foi confirmado pelo próprio presidente da Vale, Roger Agnelli. Na ocasião, o executivo afirmou que o valor de R$ 78 era uma cifra "interessante". Contatada na última sexta-feira, a empresa manteve igual posicionamento.

Já a Votorantim Cimentos deixou claro, ao anunciar investimentos, que gostaria de ser a principal fornecedora de cimento da obra e que estaria negociando com o Norte Energia.

Resultados

Depois de registrar prejuízo líquido de R$ 123 milhões no primeiro trimestre, a Braskem prevê resultados melhores adiante, mas se preocupa com o aumento de capacidade no setor petroquímico mundial no segundo semestre.

O prejuízo da companhia nos três primeiros meses do ano foi resultado de efeitos cambiais, adesão ao programa de refinanciamento de dívidas fiscais (Refis) e efeitos extraordinários pela aquisição da Quattor. "Sem esses efeitos, teríamos lucro líquido de cerca de R$ 300 milhões", disse o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, em coletiva de imprensa na última sexta-feira. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 729 milhões, alta de 59% na comparação anual. "A forte demanda doméstica e as boas oportunidades de mercados de exportação elevaram o Ebitda", disse a Braskem.

Ibama garante que grandes obras cumprem 100% das exigências de compensação socioambiental

Matéria da Agência Brasil em que o diretor de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Alberto Bignelli se manifesta sobre o cumprimento das condicionantes impostas pelo próprio IBAMA para o licenciamento de grandes obras, abordando o caso específico de Belo Monte.


Ibama garante que grandes obras cumprem 100% das exigências de compensação socioambiental


Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Se depender do histórico das obras de grande porte, as comunidades que vivem às margens do Rio Xingu, na região onde será construída a Usina de Belo Monte, podem ficar confiantes de que serão cumpridas as condicionantes socioeconômicas e ambientais necessárias para a licença prévia do projeto da hidrelétrica.

De acordo com o diretor de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Alberto Bignelli, 100% das condicionantes definidas para compensar impactos socioambientais por obras desse tipo são cumpridas pelas empreendedoras.

“Todas são cumpridas e documentadas. Até porque quem não cumpre não recebe a licença [prévia]. Isso se deve aos avanços conquistados pelo país principalmente no âmbito das leis ambientais”, disse Bignelli à Agência Brasil. A tendência é de que o consórcio Norte Energia (vencedor do leilão da hidrelétrica de Belo Monte) siga o mesmo caminho. “Apesar de algumas condicionantes terem prazos bastante apertados, todas serão cumpridas”, garantiu o presidente do consórcio, José Aílton de Lima.

Ele explicou à Agência Brasil que as condicionantes que têm prazos mais curtos são as das áreas social e fundiária. “Já estamos cadastrando a população. Mas antes de remanejarmos essas pessoas serão necessárias algumas negociações. Quanto à questão fundiária, o cadastro das propriedades ainda é informal. Precisamos identificar, nos cartórios, os proprietários legítimos”.

O Ibama é responsável pela emissão de três tipos de licença. Após o processo de audiências públicas, onde são avaliados os impactos ambientais dos projetos, o Ibama emite a licença prévia. Depois, o empreendedor faz o projeto de instalação da obra, explicando como as condicionantes definidas pelo Ibama serão cumpridas. Assim poderá obter a segunda licença, a de instalação, fundamental para o início das obras.

Com a obra concluída, os empreendedores precisam obter a licença de operação para iniciar as atividades de produção. Nessa etapa, o Ibama avalia se as condicionantes e os demais pontos que foram acordados estão sendo cumpridos dentro do cronograma. “Após a licença de operação, é comum surgirem alguns problemas, em geral bastante pontuais e no âmbito da fiscalização”, explica o diretor do Ibama. “Ao identificá-los, as comunidades e o Ministério Público nos acionam”, acrescenta.

No caso das hidrelétricas, informa Bignelli, “os problemas mais comuns são relativos à condição plena da qualidade da água nas reservas e o traslado de peixes no período da piracema [época da reprodução, quando os cardumes sobem os rios para desovar]”. Caso não cumpram as determinações feitas após a licença de operação, as empresas são punidas com multas.

Edição: Vinicius Doria

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Construindo um sanitário compostável

Apresentando uma "Dica de Sustentabilidade" retirada do sitio www.sosamazonia.org.br, muito interessante para a construção de um sanitário em que seja aproveitada, segundo o próprio autor, a "bosta" de cada dia". Uma interessante sugestão para a substituição em zonas rurais das chamadas "fossas negras", muito comuns na Amazônia, fontes frequentes de contaminação dos lençóis freáticos e de proliferação e foco de doenças. São tradicionalmente utilizadas, porém, construídas sem nenhuma técnica que incorpore a preocupação com o meio ambiente.

Construindo um sanitário compostável

Um sanitário compostável pode fechar o ciclo de nutrientes, transformando o desperdício de um produto valioso, como a “bosta” de cada dia, de perigoso em um composto seguro, sem problemas com odores ou moscas.

O sanitário compostável, como o próprio nome diz, é um sanitário que usa o método da compostagem das fezes com serragem e papel higiênico, eliminando a necessidade de água potável para empurrar as fezes esgoto abaixo e ainda de quebra gerar um ótimo aditivo para o solo. Com este sistema, a água e o solo não são contaminados e cada família pode resolver o problema do esgoto doméstico sem depender da prefeitura para isto.


Sistema escolhido
Hoje em dia existe uma série de soluçães disponíveis, inclusive tão compactas que cabem inteiramente dentro de casa. Porén, como preferimos as soluçães mais simples e de fácil manutenção, vamos expor aqui o modelo construído no sítio Sete Lombas.

Este sistema se adequa melhor para construção separada da casa. Mas em casas com dois pisos ou com uma declividade natural do terreno próximo a casa, pode ser contruído colado à casa, que além de economizar uma parede, dá acesso por dentro de casa. Já vi muitos modelos usando este sistema, basta usar a criatividade sem deixar de lado os critérios básicos de funcionamento.

Como funciona:

* Dimensões: As medidas do sanitário são definidas pelo tamanho das câmaras, da inclinação da rampa e da noção de conforto para as pessoas que vão usá-lo. As câmaras devem ter cerca de 1 metro cúbico de espaço para o material a ser compostado. Portanto, a largura de uma câmara é aprox. 1 m, e o sanitário, como tem duas câmaras, terá 2 m de largura. Para a altura e largura do assento, altura da porta, do teto, etc. basta usar uma fita métrica em modelos convencionais. Nós preferimos repensar todas essas medidas tirando nossas próprias medidas: em pé, sentados, etc. e verificando quais dimensões do sanitário trariam mais conforto e comodiade para toda a família e visitantes.
* A rampa: inclinação mínima 45º. Para uma boa compostagem, é necessário que o material seja misturado, mas como neste caso é uma tarefa manual indesejável, a rampa possibilita que o produto fecal role envolto em serragem até o final da rampa. Portanto é impressíndível que a rampa seja lisa e que antes do primeiro uso a rampa seja coberta com serragem. Para a serragem parar na rampa pela primeira vez, basta molhar a rampa antes de colocar a serragem.
* A serragem: é o que permite, juntamente com o papel higiênico o processo de compostagem (fermentação) da mistura com as fezes, provocada por microorganismos. Uma inovação que fizemos foi incluir uma caixa para o depósito de serragem sob o assento com acesso por uma tampa com dobradiças entre as duas tampas das câmaras. Economiza espaço disponível dentro da casinha, pois dispensa o uso de tambores para isso e aumenta o volume depositado.
* Altura de queda até a rampa: aproximadamente 80 cm para provocar o início da rolagem.
* A chapa preta: provoca o aquecimento do ar das câmaras que entra pelo buraco do assento e sobe pela chaminé. Por isso da importância da chapa ficar (aqui no Brasil) voltada para a face norte (o lado que bate sol o dia todo). E sem barreiras para o sol, como árvores atrás do sanitário.

Após o uso de uma câmara por um período de 3 a 6 meses passa-se a usar a outra câmara. No final de cada período de repouso retira-se o composto da câmara e alterna-se novamente o uso das câmaras. Para evitar o uso da câmara no período de repouso, fizemos o buraco no assento apenas em uma tampa. Quando da troca da câmara em uso, basta desaparafusar as tampas e trocá-las.

Como usar:

* Jogar na câmara uma medida de serragem após cada uso;
* Não jogar dentro das câmaras materiais inorgânicos. Disponibilizar um lixeiro no sanitário para objetos como absorventes femininos, fraudas, etc.;
* Os homens devem evitar fazer xixi (fazer no mato ou num coletor apropriado). Já as mulheres pelas dificuldades inerentes (de privacidade) ficam liberadas desta prática. Outra possiblidade é mudar o sitema para a urina seja captada e não se misture ao composto, pois o excesso de urina vai prejudicar o processo de compostagem. É bom colocar um cartaz no lado interno da porta destacando os bons hábitos de uso do sanitário, principalmente se for de uso público.

Como construir
O ideal de uma construção ecológica é usar mais de uma técnica e tipo de material, adequando a disponibilidade com a nessidade de cada estrutura. Para o nosso sanitário utilizamos tijolos com argamassa para a construção das câmaras, madeira de eucalípto para o abrigo e bambú para os espaços de ventilação. O ideal seria uma construção totalmente ecológica, mas é melhor do jeito que fizemos do que continuar com sanitário convencional.



Fonte: http://www.sosamazonia.org.br/site2/index.php?option=com_content&view=article&id=82:construindo-um-sanitario-compostavel&catid=72:dicas&Itemid=680

Seminário Análise das Políticas de APLs no Brasil de 18 a 21 de maio

Divulgo importante seminário sobre tema das APL's que sérá realizado nas instalações do BNDES de 18 a 21 de maio, com a participação de pesquisadores de todas as regiões do Brasil. A Amazônia estará muito bem representada no evento. Uma boa pedida para quem puder participar.
Seminário Análise das Políticas de APLs no Brasil de 18 a 21 de maio
O seminário apresentará os resultados da pesquisa Análise do Mapeamento e das Políticas para Arranjos Produtivos Locais, contratada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que envolveu a participação de mais de 100 pesquisadores de universidades de 22 estados brasileiros, integrantes da rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist).

O estudo teve como objetivo consolidar conhecimentos sobre a identificação e o apoio a arranjos produtivos locais (APLs) em cada um dos 22 estados analisados, avaliando as políticas existentes com a finalidade de fornecer subsídios para a formulação e aperfeiçoamento de ações e instrumentos de apoio a APLs.

Local: Auditório Reginaldo Treiger
Av. República do Chile, 100 - Subsolo - Centro
Rio de Janeiro - RJ

Credenciamento: 14h30
Início da Palestra: 15h
Para visualizar a programação acesse:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/seminario/Programa_Analise_Politicas_APLs.pdf

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Belo Monte: Senado cria comissão para fiscalizar obras

Abaixo transcrevo nota de O Liberal, que mostra um aspecto relevante, a meu ver, da participação da sociedade, através de seus representantes, na fiscalização para o cumprimento das obrigações assumidas pelas empresas participantes do consórcio vencedor para a construção da UHE Belo Monte, principalmente de caráter social e ambiental. A implantação desse projeto é muito relevante como contribuição para o desenvolvimento econômico da Amazônia e garantia de geração de energia renovável para a manutenção do desenvolvimento do país. Com todas as discussões e dúvidas relativas ao projeto, é de fundamental importância a participação da sociedade organizada no acompanhamento de todas as etapas de tão grande empreendimento. Que outras iniciativas iguais a essa sejam criadas.
Belo Monte: Senado cria comissão para fiscalizar obras
Fonte: O Liberal 05/05/2010
http://www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=469683
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) conseguiu aprovar nesta terça-feira (04) a criação de uma Subcomissão Temporária do Senado para acompanhar as obras da Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Já havia, desde abril, uma indicação de que o Legislativo faria algo nesse sentido, sobretudo após o conturbado processo de licitação do projeto.

A subcomissão terá cinco senadores titulares, que ainda vão ser definidos. Todos deverão ser integrantes da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, que tem como presidente o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Os senadores Jefferson Praia (PDT-AM), Marisa Serrano (PSDB-MS), Inácio Arruda (PC do B-CE), César Borges (PR-BA) e o presidente, Casagrande, consideraram esse acompanhamento pela Subcomissão necessário.

Para Flexa Ribeiro, a comissão será uma forma do Legislativo acompanhar cada passo do projeto. “Belo Monte representa um incremento substancial em nossa capacidade de geração de energia elétrica de fontes renováveis e é de grande importância ao Pará. Porém, todos estamos preocupados com os possíveis impactos ambientais e sociais. Por isso vamos acompanhar de perto todo o processo, exigindo o cumprimento de cada uma das condicionantes para execução do projeto, que não foram poucas. Vamos fiscalizar não só a execução das obras em si, mas também outros aspectos”, disse Flexa Ribeiro.

O Governo Federal, desde a liberação da licença ambiental, se comprometeu a exigir cerca de 40 ações que podem minimizar os efeitos ambientais e sociais da implantação da usina.

Na prática, o trabalho da subcomissão poderá ser feito através de audiências públicas e visitas para fiscalização das obras, no local onde será implantado o projeto, no Pará. Segundo o presidente da CMA, Renato Casagrande, o trabalho deverá ser feito em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU). Estimativas dão conta de que todo o projeto está orçado em cerca de R$ 19 bilhões.