terça-feira, 11 de maio de 2010

Apreensão histórica de madeira ilegal na Resex Renascer

Fonte WWF Brasil 27 Abril 2010
http://www.wwf.org.br/informacoes/sala_de_imprensa/?24820/Apreenso-histrica-de-madeira-ilegal-na-Resex-Renascer


Por Lígia Barros, Felipe Lobo e Isadora de Afrodite

Criada em julho de 2009 no município de Prainha (PA), a Reserva Extrativista (resex) Renascer protege 400 mil hectares, dentro dos quais vivem cerca de 600 famílias em 14 comunidades. Mas elas não estão sozinhas. Lá também estão serrarias que obtiveram licença de operação antes da criação da unidade e, agora, se recusam a deixar o local.

De acordo com o art. 23, parágrafo primeiro, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, “a Reserva Extrativista é de domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicionais (...) e em regulamentação específica, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas (...)”. Não foi o que aconteceu na Resex Renascer.

Diante dessa realidade, um serviço de fiscalização contínuo era necessário. Para isto, no dia 22 de março, teve início a Operação Arco de Fogo, ação conjunta entre Ibama, Polícia Federal e Força Nacional. Uma semana depois, os fiscais tiveram uma primeira surpresa: foi encontrada, escondida dentro da floresta, uma quantidade de madeira estimada em 41 mil metros cúbicos de madeira ilegal. O número, que já era alto, continuou crescendo e as estimativas chegaram a 60 mil metros cúbicos.

“Esta pode ser a maior apreensão desta matéria-prima na história do Brasil”, afirma Paulo Teles, delegado da Polícia Federal e responsável pela força-tarefa. Segundo Teles, o corte da madeira foi seletivo, uma vez que as toras são provenientes de árvores de alto valor econômico como o Ipê, Jatobá, Maçaranduba e Angelim. “A operação continua dentro da reserva e devemos encontrar ainda maior quantidade de madeira ilegal. Estamos investigando quem são os responsáveis por esses cortes”, completa.

Essa apreensão chama a atenção para a complexa realidade da Amazônia brasileira, em que a presença de atividades ilegais em unidades de conservação não é uma exclusividade da reserva extrativista Renascer. A extração ilegal de madeira é uma das atividades que contribuem para o desmatamento no Brasil – e, em consequência, para as emissões de carbono – e para a destruição dos ecossistemas e perda de biodiversidade.

A principal causa do desmatamento na Amazônia, no entanto, é o mercado ilegal de terras, resultado da combinação entre especulação imobiliária e grilagem de terras. Um segundo elemento é a expansão agropecuária e a busca por novas áreas agricultáveis. A extração ilegal de madeira combina-se com esses dois fatores, servindo como passo inicial para a ocupação de novas áreas.

Esse processo causa graves danos aos ecossistemas e, consequentemente, à diversidade biológica. No Ano Internacional da Biodiversidade, a constatação de atividades predatórias dentro de unidades de conservação é um sinal de alerta de que o Brasil precisa fortalecer suas ações de conservação, para poder cumprir sua meta de redução da perda de biodiversidade.

Soluções possíveis

As áreas protegidas – tanto as unidades de conservação como as terras indígenas –, como mostram estudos recentes, são altamente eficientes em impedir que o desmatamento alcance determinadas áreas. O que ocorre na Resex Renascer, no entanto, ainda é uma realidade que deve ser mudada.

“É inadmissível a exploração ilegal de madeira dentro de uma unidade de conservação”, afirma o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti. “As áreas protegidas de modo geral são eficientes para combater o desmatamento, mas elas só poderão cumprir plenamente seu papel se sua criação for seguida pela adequada implementação e por uma boa gestão dessas áreas”, completa.

Além do investimento em implementação e gestão de UCs, combinado à fiscalização e à punição para infratores, uma possível resposta para o problema é a valorização da economia florestal sustentável: a realização de manejo florestal sustentável no interior e entorno de unidades de conservação e a certificação dessa madeira.

“Projetos de manejo florestal como os que o WWF-Brasil realiza em algumas unidades de conservação têm se mostrado eficientes no aumento considerável da renda nas comunidades”, comenta Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil. “Além disso, temos exemplos de muitas empresas que passaram a trabalhar com madeira certificada e estão satisfeitas com a recepção no mercado”, diz Armelin.

“Um dos grandes problemas que a economia florestal sustentável ainda enfrenta é que madeireiras ilegais continuam operando na Amazônia e vendendo seus produtos no mercado com custo menor, competindo de forma desleal com as empresas que manejam as florestas de forma legal. Além disso, as comunidades das unidades de conservação, como a Renascer, são diretamente prejudicadas, pois com esse desmatamento elas perdem uma área de grande valor para realizar o manejo e extrair seus produtos da floresta”, comenta Maretti. “Espero que essa apreensão sirva de exemplo aos madeireiros ilegais para que deixem de destruir a Amazônia e comecem a manejar florestas de forma legal e sustentável”, completa.

Reserva Extrativista Renascer

A Resex Renascer está localizada no município de Prainha, no Pará. A área tem cerca de 400 mil hectares, abriga 14 comunidades e tem sido palco de polêmicas e conflitos entre as 600 famílias de moradores e madeireiros.

A área da Resex Renascer apresenta grande relevância ambiental, porque abrange ecossistemas de várzea e outras áreas que protegem os ecossistemas aquáticos, que são extremamente vulneráveis, importantes para a subsistência das comunidades locais e mesmo de populações urbanas na Amazônia por meio do pescado, e que ainda estão pouco representados no sistema de áreas protegidas do Brasil.

Os moradores vivem sobretudo da pesca e há muitas variedades de peixes como pirarucu, tambaqui, surubim, dourada e filhote. Entre as espécies florestais encontradas estão madeiras nobres como mogno, ipê, cedro, jacarandá e castanheiras.

A reserva extrativista foi criada em 2009, depois de um longo período de tramitação na Casa Civil da Presidência da República. Nesse período, houve enfrentamentos diretos entre moradores e madeireiros, que ameaçavam constantemente as lideranças comunitárias.

Vale anuncia investimento ambiental na Amazônia

Vale anuncia mais investimento no Pará

Fonte O Liberal 11/10/2010

BÁRBARA GUERRA

São Paulo foi palco, ontem, do Fórum "Fundo do Vale - Combate ao desmatamento ilegal da Amazônia". Uma das maiores investidoras no Pará, a Vale, apresentou um projeto de sustentabilidade e conservação do meio ambiente e aproveitou para ressaltar o apoio às iniciativas sustentáveis.

Integrantes da Vale, dentre eles a diretora de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Vânia Somavilla, e membros de empresas parceiras, como as organizações não-governamentais (Ongs) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Peabiru e The Nature Conservancy (TNC), entre outras, apresentaram e debateram painéis sobre o projeto e seus três direcionamentos: áreas protegidas, monitoramento e municípios verdes, todos estes localizados no Pará.

A iniciativa, que vai contar com o investimento de R$ 51 milhões até 2012, já utilizou até o presente R$ 7 milhões e, segundo Vânia, a Amazônia, que "precisa de um futuro sustentável e não intocável", terá a colaboração do governo, que, sozinho, não conseguiria dar andamento ao projeto.

A expectativa da diretora da Vale com a realização do fórum é que, além de mostrar a necessidade de conservação de que necessita a Amazônia, outras empresas queiram ser parceiras no projeto. "Precisamos atrair mais parceiros", destacou.

Muitos investidores estiveram presentes para conhecer melhor as chances de viabilizar o projeto. A certeza da importância dessa iniciativa foi unânime. Para o pró-reitor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Pará (UFPA), Flávio Sidrim Nassar, que viajou a São Paulo para acompanhar o Fórum e demonstrar o interesse na parceria, com a intenção de adicionar conhecimento, "não se inicia essa sustentabilidade sem ciência e tecnologia; então queremos estabelecer um relacionamento que ajude o meio ambiente".

O PROJETO

Uma ação pioneira que permite desdobrar as boas práticas e desenvolvimento sustentável para além do limite das operações da Vale, o Fundo Vale está em operação há um ano e, com foco em programas de combate ao desmatamento, conservação, sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico no bioma amazônico, está disposto a receber novos investidores privados e públicos. O valor de R$ 51 milhões foi definido através da aprovação de oito projetos desenvolvidos pelas ONGs Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Floresta Tropical (IFT), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Peabiru, Imazon e TNC.

Foi formada uma parceria com o Imazon para ajustar o sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia. O estudo "Transparência Manejo Florestal", realizado para avaliar a estimativa da área de floresta explorada ilegal e legalmente no Pará, apontou que 90% da área estudada, o que equivale a 418 mil hectares de floresta, foram exploradas sem autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará. Na área autorizada, 85% dos planos de manejo apresentados mostraram menos conflito à floresta.

Com relação às áreas protegidas e à biodiversidade, foram iniciados três projetos: consolidação das unidades de conservação da Calha Norte, no Pará; consolidação das reservas extrativistas da Terra do Meio, sul do Pará; e a implementação e sustentabilidade da Reserva Biosfera do Arquipélago Marajó. Os três projetos tem seus focos diferentes, mas a base se concentra no mesmo ponto: a conservação da região, a valorização cultural, no caso do Museu do Marajó, a identificação de negócios sustentáveis e a mobilização social, entre outras ações que visam ao beneficio das áreas.

Nos municípios verdes, o objetivo é desenvolver um modelo de gestão ambiental para a Amazônia e mostrar o combate ao desmatamento ilegal e o enquadramento da reserva legal e da área de proteção permanente das propriedades da região segundo as regras do Código Florestal Brasileiro. A lista divulgada anualmente pelo Ministério do Meio Ambiente com os municípios que mais desmatam serviu como inspiração para esse projeto. Foram listados como maiores focos de desmatamento Paragominas, São Felix do Xingu e Novo Progresso, no Pará. O Fundo Vale optou também por Almeirim, pois, como pouco desmata, pode se transformar em modelo de gestão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

BNDESPAR participará do Fundo Vale Florestar com aporte de R$ 121 milhões

Fonte www.bndes.gov.br 05/05/2010

O BNDES participará do Fundo de Investimento em Participações (FIP) Vale Florestar, adquirindo quotas no valor de R$ 121 milhões. Trata-se de um dos maiores fundos de reflorestamento do Brasil, com um patrimônio de R$ 605 milhões a serem investidos até 2014.

A operação será feita por intermédio da BNDESPAR, subsidiária integral do Banco, que participará do FIP ao lado da Vale e dos fundos de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros).

O anúncio da adesão das três entidades ao FIP ocorreu nesta quarta-feira na sede da Vale, no Rio de Janeiro, da qual participaram o presidente da Vale, Roger Agnelli; da Funcef, Guilherme Lacerda; da Petros, Wagner Pinheiro; e o diretor das áreas de Meio Ambiente e Mercado de Capitais do BNDES, Eduardo Rath Fingerl.

Rath Fingerl afirmou que a participação no Fundo é coerente com a visão holística do BNDES em relação à questão ambiental. “É uma visão não apenas de meio ambiente, mas uma visão socioambiental, com lucratividade e benefícios econômicos evidentes”, afirmou.

O novo Fundo poderá investir em empresas que atuem em setores envolvidos no desenvolvimento de projetos de florestamento; reflorestamento; manejo florestal; processamento e comercialização de produtos florestais; além de serviços ambientais; créditos de carbono derivados e prestação de serviços relacionados às atividades florestais. Com isso, o Fundo contribuirá para a redução das emissões de CO2 originárias do desmatamento.

O objetivo é reabilitar áreas desmatadas ou degradadas da Amazônia a partir de ações de recuperação e regeneração de matas nativas combinadas com o plantio de florestas industriais. Outras metas são estimular o desenvolvimento econômico e social sustentado da região leste do Pará, em municípios situados no Arco do Desmatamento; e contribuir para a ocupação ordenada do território.

A escolha da atuação do FIP foi baseada em estudos que indicavam a necessidade de aumentar a área de floresta plantada, fornecendo madeira para serrarias e siderúrgicas (carvão vegetal), reduzindo a pressão pela exploração da floresta nativa, principalmente, da região amazônica. Além disso, o Fundo contribuirá na criação de oportunidades para a mão de obra local.

Os recursos serão aportados por meio de uma sociedade de propósito específico (SPE), a Vale Florestar S/A, e a estrutura da operação financeira e gestão do Fundo serão realizadas pela Global Equity Administradora de Recursos. A BNDESPAR irá subscrever até 20% das quotas emitidas pelo Fundo, no âmbito do Programa de Fundos de Investimento do BNDES.

Trata-se do terceiro fundo do BNDES focado diretamente em atividades ligadas a meio ambiente. O primeiro, FIP Caixa Ambiental, tem patrimônio comprometido de R$ 400 milhões e o segundo, FIP Brasil Sustentabilidade, focado em projetos geradores de créditos de carbono, tem patrimônio comprometido de R$ 410 milhões.

A Vale já investiu cerca de R$ 230 milhões no projeto, e ficará com 40% das cotas do FIP, e os 60% restantes serão divididos em partes iguais entre os demais investidores (BNDESPAR, Petros e Funcef).

O projeto Vale Florestar foi criado em 2007 pela Vale. Desde então, já foram plantadas mais de 24,5 milhões de árvores em uma área de cerca de 70 mil hectares. A transformação do Vale Florestar em um FIP permite que o projeto passe a atrair investimentos de longo prazo. A meta é chegar a uma área plantada de 450 mil hectares em 2022 – dos quais 150 mil destinados ao plantio de florestas industriais e 300 mil à proteção e recuperação de florestas nativas.

No auge de sua produção, serão gerados mais de 4 mil empregos diretos. Atualmente, o Vale Florestar emprega 1,5 mil pessoas.
Para acessar notícia direto do sitio do BNDES:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20100505_reflorestamento.html

Estados do Amazonas e Pará costuram acordo fiscal

Estados ‘costuram’ acordo fiscal Fonte: Amazonas em Tempo de 07/05/2010
Secretários da Fazenda do Amazonas e do Pará discutem acordo Henrique Saunier
henrique@emtempo.com.br

Em uma primeira reunião com a Secretaria do Estado da Fazenda do Pará (Sefaz), o governo do Estado buscou a promoção de ações conjuntas nas áreas de fiscalização e trânsito de mercadoria. Um dos pontos fortes abordados na reunião foi o entendimento quanto à tributação de produtos transportados via multimodal, no qual são necessários mais de um tipo de veículo para conduzir a mercadoria até ao seu destino final.

De acordo com o secretário da fazenda no Pará, Vando Vidal, havia um entendimento da norma diferenciada entre os dois Estados, no qual, em tese, ambos têm razão quanto ao pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que, segundo ele, deve ser pago na origem e quando passa pelo Pará.

Segundo Vidal, como a evasão fiscal é considerável nos dois Estado, há espaço para ambos ganharem. “Se ajustarmos os mecanismos de fiscalização é possível que nenhum fisco abra mão de receita. Nossa ideia é que nenhum Estado perca”, declarou.

Questionado se a Sefaz/PA cobrou indevidamente o imposto, o secretário negou, explicando que o órgão reteve, mas não o cobrou. Vidal ressaltou que ambos os Estados possuem problemas comuns, pois têm um “mundo” de água e terra por onde é feito o transporte de mercadorias, daí a importância da reunião para encontrar mecanismos para superar essas diferenças.

Fiscalização

O titular da Sefaz do Amazonas, Isper Abrahim, salientou que outro ponto relevante das negociações é a ajuda na fiscalização nas fronteiras, com a mesma base física e unificando os sistemas dos dois Estados, para que haja um acompanhamento dos produtos saídos de ambas as regiões. Com a fiscalização, espera-se ainda combater a fuga de madeira ilegal nas fronteiras.

O secretário avaliou também, que dependendo das decisões tomadas pelas secretarias, poderá haver como consequência, um aumento de carga tributária que não pretende onerar para o contribuinte, mas possibilitar aos Estados ganharem na arrecadação.

Petrobras lança projetos de biodiesel no Pará, com presença do presidente Lula

Ainda no tema biodiesel/óleo de palma, a nota do link abaixo remete ao blog da Petrobras, que repercute a ida do presidente Lula à Amazônia para lançar dois projetos de biodiesel, uma usina de biodiesel própria, o Projeto Biodiesel Pará que prevê a implantação de uma usina de biodiesel no Pará, com capacidade de produzir 120 milhões de litros de biodiesel por ano, para abastecer a região norte do País. Com investimentos estimados em R$ 330 milhões, sendo R$ 237 milhões na área agrícola e R$ 93 milhões na industrial. O segundo é o denominado Projeto Belém, com produção de cerca de 250 mil toneladas de biodiesel/ano (green diesel) em Portugal, em parceria com a Galp Energia, para atendimento ao mercado ibérico. O investimento total estimado será de R$ 1.017 milhões (US$ 530 milhões), sendo R$ 554 milhões, no Brasil, para a produção de 300 mil toneladas de óleo de palma por ano e R$ 463 milhões (US$ 240 milhões) em Portugal para a implantação de uma unidade industrial de biodiesel, com previsão de entrada em operação em 2015.Com investimentos altos para o padrão regional, vale destacar o grande volume de investimento para as plantações de dende, de onde o óleo é extraido.

http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=22760

Lula Lança no Pará Programa de Óleo de Palma

Fonte: Diário do Pará de 07/05/2010
"ÓLEO DE PALMA
Lula veio ao Pará lançar o Programa Nacional de Estímulo à Produção de Óleo de Palma, que não vai aumentar o desmatamento na Amazônia. Pelo contrário, ajudará a recuperar áreas degradadas. Pelo menos essa é a aposta do governo federal que pretende transformar o Pará num grande polo de biodiesel. A palma, já usada na produção de óleos comestíveis e cosméticos, vai representar, para o Estado, uma espécie de petróleo verde. “O governo só vai incentivar a produção da palma em áreas desmatadas antes de 2008”, disse o presidente durante o lançamento do Programa no município de Tomé-Açu.
“Não será necessário derrubar uma árvore da Amazônia ou de outro bioma para plantar a palma”, reiterou o presidente, anunciando que o governo não vai dar licença ambiental, nem crédito a qualquer indústria que produzir palma fora dos padrões definidos pelo governo dentro do zoneamento agro-ecológico da cultura de palma.
Tradicionalmente uma cultura típica de grandes áreas contínuas que só atraía grandes empresas, a palma será transformada numa alternativa para pequenos produtores.
Lula disse que o plantio da palma será uma alternativa para que pequenos produtores não sejam cooptados para o trabalho nas madeireiras ilegais. Na primeira fase, o plantio e beneficiamento de óleo de palma poderão gerar 23 mil empregos. Os produtores terão crédito de até R$ 65 mil com carência de seis anos e prazo de pagamento de 14 anos.
Haverá crédito também entre R$ 300 mil a R$ 400 mil com juros em torno de 6% para médios produtores. Para o presidente, no futuro, 100% do óleo combustível usado no Pará deverá vir da palma.
A palma plantada no Pará terá pelo menos dois compradores certos. Petrobras e Vale estão implantando sistemas de beneficiamento na região. A Petrobras lançou ontem dois programas de biodiesel no Estado. O primeiro, batizado de “Biodiesel Pará”, vai exigir investimentos de R$ 330 milhões e prevê a construção de uma usina no Estado para produção de óleo que será consumido na região. Outro, chamado de “Belém”, vai garantir a produção de óleo para exportação.
Produtores rurais do município, contudo, ainda não estão convencidos de que o plantio de óleo de palma será um bom negócio. A presidente do Sindicato Rural do município, Maria de Nazaré da Silva Souza, diz que mil produtores estão esperando para se habilitarem ao plantio, mas temem que os preços não compensem."

Justiça suspende licenciamento de porto de Eike em Curuçá - Pará

O juiz federal José Valterson de Lima, de Castanhal, concedeu liminar à prefeitura de Curuçá no Pará, determinando a suspensão do processo de licenciamento ambiental feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em favor da empresa Anglo Ferrous Amapá Mineração Ltda, antiga Iron X vendida para a Angloamerican pelo brasileiro Eike Batista, que pretende construir em Curuçá em área da reserva extrativista Mãe Grande, uma estação flutuante (TRANSSHIPMENT). de transbordo de minério de ferro extraído em Santana, no Amapá.
Veja a notícia completa no sítio do Diario do Pará

Enfim de volta

Depois de conturbada semana onde não foi possível a atualização do espaço retorno com disposição de compensar os dias sem postagem.
Essa semana foi bastante interessante, tivemos a saida da Vale do Negócio de alumínio, o que ainda não foi muito bem entendido. A visita do presidente Lula a Amazônia, no polo de biodísel em Tomé-açu e tambem liberando a mineração em Serra Pelada. A criação do fundo de reflorestamento da Vale com alguns parceiros, enfim muita coisa acontecendo nessa dinâmica Amazônia.

domingo, 2 de maio de 2010

Nós os intrusos - Lúcio Flávio Pinto

O Santareno Lúcio Flávio Pinto, há muito tempo é referência para mim, e para uma grande multidão de interessados, sobre a questão amazônica. Ele entende muuuuito mesmo do assunto, e transita com facilidade no assunto que me é mais caro: o Amazônia e seu desenvolvimento, com textos brilhantes sobre desenvolvimento, meio ambiente, grandes projetos e muitos outros que nos incentivam ao enganjamento no conhecimento da região, como forma de tomar parte no processo de enfrentamento de seus problemas, enfrentando a apatia que envolve a grande maioria da população amazônica sobre a construção de seu próprio futuro.
Agora o Lúcio, que edita o Jornal Pessoal, importante publicação em que reflete a realidade da região com foco principal no estado do Pará, desde 1988, está escrevendo uma coluna quinzenal chamada de Cartas da Amazônia no portal Yahoo onde amplia sua voz em um espaço privilegiado de reflexão na rede mundial. Por acreditar ser importante sua opinião, vou reproduzir neste espaço suas colunas, antecedida, é claro por meus comentários.
Neste primeiro artigo que pode ser lido através do link abaixo, Lúcio comenta sobre os especialistas em Amazônia que muitas vezes experimentam a realidade através do acesso a internet que traz uma gama de informação muito grande sobre todos os assuntos, inclusive esse que é tratado no artigo, mas muitas vezes não vão "in situ" para realmente tomar parte ou tornar-se presente à realidade regional amazônica. O aviú da "pegadinha" comentada por Lúcio pode até não ser conhecido em todas as Amazônias, mas ela representa bem o fim a que se destina.

Nós, os intrusos

Como você reagiria ao chegar à Amazônia e receber um convite para comer uma costela assada de aviú? Se reagir com bom humor à “pegadinha”, é porque tem um conhecimento mais íntimo da região. O aviú é o mais minúsculo dos camarões, de uns 3 centímetros, que se come cozido. Cada garfada deve carregar mais de uma dezena deles. É saboroso, mas só aparece em dois rios amazônicos. Um, é o Tapajós, em cujas margens foi fundada – há quase 350 anos – a terceira maior cidade do Pará, Santarém, que lidera a campanha para criar um novo Estado, desmembrado do atual (o segundo da federação, com tamanho equivalente ao da Colômbia), ela como sede.

Para ler todo o artigo acesse o link: http://colunistas.yahoo.net/posts/662.html

sábado, 1 de maio de 2010

Farinha de Cruzeiro do Sul pode ter selo de Indicação Geográfica

Como "papa-chibé" legítimo e apreciador de uma boa farinha desde a tenra infância, me sinto na obrigação de reconhecer que a farinha de Cruzeiro do Sul, no estado do acre, merece um bom destaque pois é de excelente qualidade. Quem visita a cidade não pode deixar e trazer na bagagem pelo menos um quilo para degustação. Estou entrando nesse assunto pois agora o governo do estado do Acre em parceria com a Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) busca obter o selo de Indicação Geográfica (IG) para a farinha da região do vale do Juruá, que tem como centro a cidade de Cruzeiro do Sul. A IG valoriza ainda mais o produto, pois serve para identificar que alguns produtos de determinadas regiões apresentam características atribuíveis somente à sua origem geográfica. A indicação geográfica é a patente de um produto regional com suas qualidades e tradição já reconhecidas dentro de certa região".
Vejam a matéria no sítio da Agência de Notícias do Acre:
http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12518&Itemid=26