“Tudo que sai da Amazônia dá certo em outro lugar.” Com essa provocação o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Alfredo Homma chama atenção para a perda de oportunidades da região com produtos nativos, como o cacau e a borracha. A importância dessas duas culturas para geração de renda em sistemas agroflorestais foi tema de simpósio realizado na terça-feira (22), em Belém, dentro da programação do VIII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais. Atualmente o Brasil importa um terço de seu consumo de cacau e 70% da demanda de borracha. Segundo Homma, cultivos perenes como esses, em sistemas agroflorestais, seriam a vocação produtiva da Amazônia.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Tratado de Cooperação Amazônia e o Século XXI
Bom texto de José Ribamar Mitoso publicado no Portal Amazônia
É hora de nós, Amazônicos, construirmos a Aby-Ayala. Um continente sem fronteiras, terra de muitos povos, todos soberanos, iguais em direitos e solidários entre si. Um continente da fraternidade onde a democracia seja exercitada seguindo o princípio de mandar obedecendo e obedecer mandando. Onde exista um diálogo de saberes e cultura, onde cada povo seja livre para decidir como viver. A vida em harmonia com a natureza é condição fundamental para isto. A terra não nos pertence. Nós pertencemos a ela. A natureza é mãe. Não tem preço. ( Carta de Santarém – Fórum Social Pan-Amazônico – Nov/2010)
Em 3 de julho de 1978, oito países situados na bacia Amazônica assinaram um tratado internacional. Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela assinaram o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) com objetivos bem definidos: criar um marco jurídico de direito internacional público para viabilizar um pacto político e um bloco econômico entre os países da Pan-Amazônia.
A Guiana Francesa, por ser um Departamento Ultramarino (colônia) da França, não pôde participar do Tratado. Hoje, embora situada na Amazônia continental, está formalmente vinculada à União Europeia.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Usina Álcool Verde inicia produção comercial - 30/06/2011
Não foi citado na matéria, porém e necessário ressaltar a preocupação de todos os envolvidos no processo com as questões ambientais, que permitiram a redução dos impactos negativos da implantação da usina.
Fonte: Agência de Notícias do Acre
Produção este ano será de cerca de 5 milhões de litros - mais de 40% do que é consumido no Acre
Tião Vitor
A usina Álcool Verde iniciou nesta quarta-feira, 29, sua produção comercial. A empresa, de propriedade do Grupo Farias e associados, já está produzindo álcool e deve, em poucos anos, atender toda a demanda do Acre e exportar para o restante do país. A usina também se prepara para produzir açúcar e, da mesma forma, atender os mercados local e externo. No ano passado, a empresa funcionou em caráter experimental e produziu cerca de 1,3 milhão de litros de álcool, o que representa cerca de 10% da demanda do Estado.
Este ano, a produção será de cerca de 5 milhões de litros, o que significa mais de 40% do que é consumido no Acre. Já para o ano de 2012, a empresa planeja produzir entre 20 e 25 milhões de litros de álcool, o que garante o abastecimento total do Estado e ainda a exportação para os Estados vizinhos. Na manhã desta quarta-feira, o governador em exercício, César Messias, acompanhado de deputados estaduais e secretários, visitou a sede da indústria, localizado na rodovia BR-317, no município de Capixaba. Ali ele a assistiu a um vídeo sobre o Grupo Farias, que tem sede em Pernambuco e diversas usinas espalhadas pelo Brasil, e conheceu o processo de fabricação do álcool.
Fonte: Agência de Notícias do Acre
Produção este ano será de cerca de 5 milhões de litros - mais de 40% do que é consumido no Acre
Tião Vitor
A usina Álcool Verde iniciou nesta quarta-feira, 29, sua produção comercial. A empresa, de propriedade do Grupo Farias e associados, já está produzindo álcool e deve, em poucos anos, atender toda a demanda do Acre e exportar para o restante do país. A usina também se prepara para produzir açúcar e, da mesma forma, atender os mercados local e externo. No ano passado, a empresa funcionou em caráter experimental e produziu cerca de 1,3 milhão de litros de álcool, o que representa cerca de 10% da demanda do Estado.
Este ano, a produção será de cerca de 5 milhões de litros, o que significa mais de 40% do que é consumido no Acre. Já para o ano de 2012, a empresa planeja produzir entre 20 e 25 milhões de litros de álcool, o que garante o abastecimento total do Estado e ainda a exportação para os Estados vizinhos. Na manhã desta quarta-feira, o governador em exercício, César Messias, acompanhado de deputados estaduais e secretários, visitou a sede da indústria, localizado na rodovia BR-317, no município de Capixaba. Ali ele a assistiu a um vídeo sobre o Grupo Farias, que tem sede em Pernambuco e diversas usinas espalhadas pelo Brasil, e conheceu o processo de fabricação do álcool.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Internet tem cursos gratuitos para empreendedores
Informação útil para aqueles que desejam trabalhar o tema empreendedorismo, ou sonham em abrir seu próprio negócio. É fundamental para o desenvolvimento do país e em consequência da Amazônia, que por sua grande extensão territorial e dificuldades de acesso se ressente de locais para desenvolver sua população nas habilidades negociais. E a internet facilita a vida dos muitos interessados nesse assunto..
Fonte: Folha.com
Com um pouco de disciplina, vontade de aprender, computador e acesso a internet, é possível estudar e tornar seu negócio mais competitivo sem gastar.
Instituições como a Open Course Ware Consortium são exemplos disso. Ela congrega escolas, faculdades e universidades de todo o mundo e oferece cursos gratuitos de alta qualidade técnica e educacional em forma de publicações digitais.
São mais de 200 instituições educacionais associadas em todo o globo.
sábado, 18 de junho de 2011
O futuro da Amazônia será decidido nesta década’, entrevista com o engenheiro agrônomo Adalberto Veríssimo
Publicado em junho 17, 2011 Fonte Portal Ecodebate
Desmatamento, violência e subdesenvolvimento são características que persistem na Amazônia há mais de três décadas, constata o engenheiro agrônomo Adalberto Veríssimo
Trinta anos depois do boom de investimentos em infraestrutura, o Brasil volta a projetar a construção de grandes obras na região norte e nordeste do país, onde está localizada parte da Floresta Amazônica. Desta vez, o ciclo de empreendimentos traz à tona uma discussão atual: como ampliar o crescimento brasileiro preservando áreas florestais e garantindo qualidade de vida à população da região. “Aquele manto verde, quase impenetrável e destrutível, depois de três décadas de ocupação e desenvolvimento, está sendo degradado em função de uma economia baseada na extração dos recursos naturais de forma predatória”, denuncia Adalberto Veríssimo. Romper com a conjuntura histórica de desmatamento, violência e pobreza na Amazônia, segundo o pesquisador do Imazon, é um dos desafios do governo. Em entrevista à IHU On-Line concedida por telefone, ele afirma que “se não forem feitos investimentos correspondentes em outras áreas, o PAC, por si só, não vai resolver o problema de subdesenvolvimento da Amazônia e pode, inclusive, agravar o desmatamento e os conflitos sociais”.
Adalberto Veríssimo é engenheiro agrônomo, pós-graduado em Ecologia, pela Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA. Cofundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, atualmente é pesquisador sênior da instituição.
Confira a entrevista:
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo? artigo de Leonardo Boff
Uma reflexão coerente sobre o uso do termo "sustentabilidade" abordando a prática mais comum e sugerindo uma prática verdadeira.
Publicado em junho 8, 2011
Fonte: Portal Ecodebate.
Publicado em junho 8, 2011
Fonte: Portal Ecodebate.
É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.
Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Governo divulga metodologias de uso sustentável das florestas
Governo divulga metodologias de uso sustentável das florestas
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Floresta de pé pode gerar lucros e se estiver regularizada, evita muitos dos problemas de violência, como os ocorridos recentemente na Região Norte contra lideranças rurais. É com essa premissa que o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, inicia ontem (6), em Altamira (PA) uma oficina de Desenvolvimento Organizacional Participativo para 30 técnicos da sociedade civil e lideranças comunitárias das regiões da Transamazônica e do Rio Xingu, ligadas ao manejo florestal comunitário.
“As práticas de manejo florestal hoje em dia são adequadas para manter o potencial delas e, de quebra, gerar renda para as populações locais. Infelizmente boa parte da população ainda não sabe disso”, disse Hummel.
Iniciativa PNUD contra desmatamento na Amazônia
terça-feira, 3 de maio de 2011
Poda sustentável na Amazônia pode gerar milhões de dólares ao Brasil
Fonte Portal Terra 07/04/2011
A poda sustentável de árvores na Amazônia brasileira para a extração de madeira pode gerar ao país receita anual de US$ 6 bilhões e 170 mil empregos, segundo um estudo encomendado pelo Governo.
O chamado manejo florestal sustentável, além de garantir a preservação a longo prazo do maior pulmão vegetal do mundo, e de gerar renda e emprego para os habitantes da Amazônia, pode se transformar em uma atividade econômica de utilidade para o Brasil, segundo o estudo encomendado pelo Ministério da Fazenda.
Apesar de o relatório não ter sido publicado, suas conclusões foram citadas em Belém pelo diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Antônio Carlos Hummel, para defender a rapidez na concessão de áreas da selva a madeireiros interessados em explorá-las de forma sustentável e combater a devastação sem controle.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Isto não é Amazônia
Lúcio Flávio Pinto
As regiões metropolitanas de Belém e Manaus, as duas maiores cidades da Amazônia, se aproximam de dois milhões de habitantes, a capital paraense à frente da amazonense. Com seus cinco municípios, a Grande Belém já está com 2 milhões de moradores. Para Manaus atingir essa marca, falta pouco mais de 200 mil habitantes. As duas cidades ocupam o 9º e o 10º lugares no ranking nacional.
Com esse tamanho, são cidades grandes em qualquer lugar do mundo. Mais ainda na Europa, cuja urbanização se espraiou muito mais do que no país que adotamos como modelo para quase tudo, os Estados Unidos. Não chegam a duas dezenas as regiões metropolitanas européias com mais de 2 milhões de habitantes. Só um exemplo: com um oitavo da extensão territorial do Brasil, a Itália tem um terço da população brasileira. E sua maior região metropolitana, a capital, Roma, tem 3,4 milhões de habitantes.
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