A visão da Amazônia como objeto profícuo para o resto do país, criada e historicamente consolidada nas políticas públicas nacionais, retira dos territórios amazônicos o componente mais primordial e originário de qualquer ciclo de desenvolvimento: os recursos financeiros disponíveis na economia local
Histórias do "Eu Sou a Amazônia" são contadas por comunidades indígenas e quilombolas
Fonte: noticiasR7.com 12/07/2017
Marta Santos, do R7
Ferramenta permite navegar pela floresta e conhecer histórias de tribos e comunidades locaisDivulgação
O Google lançou nesta terça-feira (11) uma nova ferramenta interativa que aproxima os internautas da Amazônia e faz com que cada um descubra suas próprias conexões com a floresta.
Dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles, o projeto “Eu sou a Amazônia”, do Google Earth, apresenta 11 histórias contadas por comunidades indígenas e quilombolas da região, que abordam diferentes aspectos da vida na floresta, incluindo os desafios e as ameaças a esse ecossistema.
Por meio de textos, vídeos, fotos, mapas e realidade virtual em 360°, o projeto tem como objetivo mostrar como “a floresta faz parte da nossa vida é nós da dela”, explica o cacique Almir da tribo Suruí.
— A tecnologia do Google ajuda a criar um futuro melhor, a construir a consciência de que somos todos iguais. Nossa luta é para conscientizar o mundo e dizer "vamos juntos". A floresta não é patrimônio apenas do povo indígena, mas do brasileiro e do mundo todo.
Essas histórias são o resultado de um projeto que começou há dez anos, quando o cacique descobriu o Google Earth e viu seu potencial para proteger o legado e as tradições de seu povo. Almir propôs uma parceria ao Google, que resultou na criação do Mapa Cultural dos Suruí, o primeiro projeto liderado por um povo indígena para combater o desmatamento e mapear o estoque de carbono de suas terras.
Rogério Pereira, da Arqmo (Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná), conta que a plataforma também contribui muito para sua comunidade.
— Nós conseguimos ver como é o nosso território, explicar onde estão as aldeias, ter uma ideia melhor de quantas pessoas nós somos e onde essas pessoas estão. Além disso, podemos tentar encontrar locais em que esteja tendo extração ilegal [de recursos naturais].
O lançamento conta com o apoio do ator Cauã Reymond.
— O projeto fala sobre proteção do que é nosso, dos nossos recursos naturais e de como explorá-los de uma forma correta e que proteja a Amazônia. O Google está proporcionando as ferramentas para a gente dar continuidade a isso e eu fico muito feliz de participar desse projeto.
“Eu sou a Amazônia” está disponível por meio do navegador Chrome e aparelhos Android, com tradução para português, inglês e espanhol. Para acessar a plataforma, entre em: g.co/EuSouAmazonia
Conheça um pouco sobre cada uma das histórias contadas:
Dois caminhões-cegonhas que transportavam 16 viaturas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram alvo de uma emboscada entre Altamira e Novo Progresso, no sudoeste do Pará, perto da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim.
Segundo a Superintendência do Ibama no estado, cada caminhão-cegonha transportava oito veículos alugados para substituir parte da frota em uso. Nesta madrugada, ao parar em um posto de combustível da BR-163, próximo do distrito de Castelo de Sonhos, em Altamira, os caminhões foram atacados por pessoas ainda não identificadas.
O grupo pôs fogo em um dos caminhões, destruindo oito das viaturas, todas identificadas com a logomarca do Ibama. A ação policial impediu que o grupo ateasse fogo no segundo caminhão-cegonha.
Criada em 2006, a Flona do Jamanxim gtem 1,3 milhão de hectares (cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial). De acordo com o Ibama, a Flona integra a região mais crítica do desmatamento na Amazônia, em parte pela proximidade da BR-163. Há tempos a região é palco de conflitos entre madeireiros, garimpeiros, índios, ambientalistas e agentes do Estado.
Segundo a análise, vegetação secundária precisa ser incorporada às políticas públicas do Brasil
O Climate Policy Initiative/ Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio (CPI/ PUC-Rio) lança, através doprojeto INPUT, um estudo que alerta para a necessidade de interpretar o crescimento da regeneração que ocorre em terras desmatadas na Amazônia brasileira – conhecida como vegetação secundária. A análise é um primeiro passo para auxiliar formuladores de políticas públicas a se atentarem para a regeneração florestal, a fim de promover uma política eficaz de conservação e de uso da terra.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), quase um quarto da área desmatada na Amazônia brasileira até 2014 continha indício de regeneração, totalizando 17 milhões de hectares de vegetação secundária. Apesar disso, a regeneração permaneceu invisível por muito tempo. Um dos motivos é uma característica dos atuais sistemas brasileiros de monitoramento e quantificação de desmatamento, que foram desenhados para detectar apenas vegetação primária.
O presidente Michel Temer sancionou nesta terça-feira (11) a Medida Provisória 759/2016.
Chamada de MP da Grilagem, a medida altera um conjunto de leis relacionadas à regularização fundiária em áreas urbanas e rurais do país, mas é sobre a Amazônia que o maiores – e piores – impactos deverão ser sentidos. E o aumento das taxas de desmatamento é um deles.
Para o WWF-Brasil, ao aprovar a MP, o governo envia para a sociedade um sinal de que vale a pena invadir terra pública na Amazônia, pois a anistia será a recompensa para quem se apropria do patrimônio público.
Para começar, a MP 759 – na forma do Projeto de Lei de Conversão 12/2017 – amplia a data limite de ocupação da terra e o tamanho da área. Quem ocupou ilegalmente até 2011 deverá ser beneficiado por meio de uma anistia sem precedentes.
Outro mimo dado pelo presidente é o benefício aos grandes invasores, pois fica permitida a regularização de propriedades com até 2,5 mil hectares. E neste caso, é evidente que não se trata de pequenos agricultores.
De quebra, a MP consolida em níveis mínimos o valor da terra para fins de regularização. A nova lei permite a cobrança de 10% a 50% do valor mínimo determinado pelo Incra.
Em recente artigo publicado no site do Observatório do Clima, a pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Brenda Brito, fez as contas e revelou que em alguns locais da Amazônia, como no Pará, um hectare de terra pode custar menos de R$ 50, segundo critérios da MP.
Um excelente negócio para quem vive de especular em terras públicas e uma garantia de que o crime compensa – e muito.
O pior é que o subsídio a ser dado aos grandes invasores na Amazônia vai custar caro aos cofres públicos, onerando ainda mais quem paga impostos no país, lembra a pesquisadora.
Mato Grosso pode desenvolver uma economia rural sustentável até 2030, com um investimento de R$ 46 bilhões em 13 atividades, incluindo cadeias produtivas agropecuárias e a manutenção de áreas protegidas. A estimativa é um dos resultados do projeto “Unlocking Forest Finance” (UFF, na sigla em inglês, ou “destravando as finanças florestais”, em livre tradução), liderado pelo Global Canopy Programme e coordenado, no Brasil, pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA).
O objetivo do projeto é demonstrar que é possível aumentar a produção reduzindo o desmatamento, intensificando o uso do solo e melhorando a governança das áreas protegidas. Os resultados demonstram que os sistemas sustentáveis são economicamente viáveis e, na maioria dos casos, mais rentáveis que os sistemas tradicionais.
“No decorrer dos quatro anos de projeto, ajudamos o estado de Mato Grosso a pensar como estaria a produção e a conservação em 2030. Ao pensar em longo prazo, estimamos o custo de uma transição para um cenário mais sustentável”, explica o pesquisador do IPAM Marcelo Stabile, que coordenou o projeto no estado.
“A agropecuária é a principal atividade de Mato Grosso. Para permitir seu aumento enquanto as florestas naturais são preservadas, precisamos pensar em formas inovadoras de incentivar o uso do solo sustentável e fornecer financiamento adequado às necessidades dos produtores”, diz Simone Bauch, diretora para a América Latina do Global Canopy Programme.
O anúncio na semana passada pelo governo da Noruega de que cortaria uma parte dos recursos que doa para o Fundo Amazônia não pegou o setor ambientalista de surpresa. Quem acompanha as flutuações do desmatamento da Amazônia sabe que, sendo o valor do repasse um reflexo direto da capacidade de o Brasil controlar a derrubada, a decisão seria tomada mais cedo ou mais tarde, mas ainda neste ano.
Isso porque, de acordo com as últimas medições do próprio governo, a taxa de desmatamento cresceu quase 30%. Entre agosto de 2015 e julho de 2016, perdeu-se cerca de 8 mil quilômetros quadrados de floresta.
A situação é preocupante independente do prisma usado para analisá-la. É a maior alta dos últimos anos, após um esforço nacional hercúleo de se reduzir o desmate. Coloca-se em risco a capacidade de o país cumprir acordos internacionais de clima. Traz risco climático à própria produção no campo. Põe em xeque investimentos voltados a práticas sustentáveis. Faz mercados baseados em cadeias livres de desmatamento olharem com dúvidas para nossos produtos.
Mas, acima de tudo, a alta do desmatamento mostra que, a despeito do partido ou inclinação política que ocupa a Presidência, esse é um desafio que precisa ser tratado com prioridade para ser debelado – o que não tem acontecido.
Este não é campo para selvagerias partidárias. Cuidar das florestas, tratar bem o solo do país e respeitar acordos são, ou deveriam ser, uma questão nacional. Trata-se, em última instância, de um bem comum a todos os brasileiros, independente de sua ascendência, credo, posição social ou ideologia. Qualquer debate fora dessa esfera é infrutífero.
Precisamos, enquanto sociedade, manter os planos de combate ao desmatamento em alta em nossas consciências e preocupações. Turbilhões políticos e econômicos não ajudam neste intuito, mas em tais momentos as informações qualificadas e o debate sério servem como farol entre mares revoltos.
O IPAM, organização de pesquisa não governamental, apartidária e sem fins lucrativos, acredita e trabalha baseado em argumentos científicos, para que a Amazônia livre-se totalmente do desmatamento e que, dessa forma, o Brasil tenha condições de se posicionar como líder mundial de um novo tempo, em que os recursos naturais são considerados ativos e sua conservação, elemento fundamental do desenvolvimento.
Uma análise liderada por pesquisadores brasileiros, publicada na edição desta semana da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), comprova que somente o registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) é insuficiente para coibir novas derrubadas e estimular a recuperação de áreas já desmatadas na Amazônia.
O estudo, liderado por Andrea Azevedo, do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), e Raoni Rajão, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), dentre outros pesquisadores e outras instituições, baseia-se na experiência de Mato Grosso e Pará. Os dois estados criaram sistemas de registro de imóveis rurais que serviram de inspiração para a criação do CAR nacional, em 2012.
O CAR é um instrumento oficial criado durante a reforma do Código Florestal que serve para facilitar o monitoramento de propriedades rurais, uma vez que seus limites passam a integrar um sistema nacional. Com o monitoramento e a possibilidade de enviar multas pelo correio sem necessidade de fiscalização no campo, acreditava-se que os proprietários iram se sentir mais vigiados e as taxas de desmatamento depois da entrada no CAR cairiam.
Porém, o estudo aponta que a maioria dos proprietários continuou a desmatar mesmo após entrar nos sistemas estaduais de CAR, sendo que em vários anos as derrubadas dentro do cadastro eram maiores do que nas propriedades que ainda não haviam aderido: nos primeiros anos de implementação, o cadastro demonstrou-se efetivo na redução do desmatamento nas pequenas propriedades, mas a demora da emissão de multas de infrações estimulou a volta da derrubada, até que o efeito positivo se perdeu.
“O CAR pode ser uma ferramenta fantástica para monitorar o cumprimento do Código Florestal, pois permite o uso de imagens de satélite que reduzem em muito o custo da fiscalização”, diz o professor Raoni Rajão, da UFMG. “Mas a preocupação do governo em incentivar a adesão ao CAR ,em detrimento do seu uso como instrumento de comando e controle, fez com que os produtores perdessem o medo de desmatar, mesmo dentro do cadastro. Hoje, o ganho com o desmatamento ilegal e a irregularidade é maior do que os benefícios para quem respeita a lei.”
Além de não inibir novas derrubadas, a adesão ao CAR nesses estados também não garantiu a recuperação das áreas desmatadas ilegalmente no passado. Segundo o estudo, 83% das propriedades rurais de Mato Grosso e 77% no Pará precisavam se adequar ao Código Florestal, com um passivo 841 mil hectares e 3,95 milhões de hectares, respectivamente, a serem restaurados.
Fotos Antoninho Perri | João Marcos Rosa | AmazonFace
Edição de imagem Luis Paulo Silva
Nos anos iniciais da escola, aprendemos que as plantas realizam o processo de fotossíntese para produzir a energia necessária à sua sobrevivência. Dito de maneira simplificada, elas utilizam o gás carbônico (CO2) da atmosfera e a luz do sol para produzir glicose, espécie de açúcar que garante suas atividades vitais. De quebra, enquanto produzem glicose, as plantas devolvem oxigênio para o ambiente. Esse processo é tão importante que, sem ele, não haveria vida na Terra, dado que tais organismos estão na base da cadeia alimentar do homem e dos animais. Mas se o CO2 é tão importante para a fotossíntese, o que aconteceria se as plantas recebessem uma dose extra desse gás? Elas se tornariam mais produtivas? As respostas a estas e outras perguntas estão sendo investigadas por um grupo formado por cientistas brasileiros e estrangeiros, que participam do programa AmazonFACE, financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
David Lapola, pesquisador do Cepagri-Unicamp, preside o Comitê Científico do AmazonFACE: “Nosso objetivo é obter dados que possam refinar a predição sobre o futuro da floresta, de modo a oferecermos subsídios para a tomada de decisões por parte das autoridades públicas”
O AmazonFACE nasceu da iniciativa de um grupo de cientistas, entre eles o ecólogo David Montenegro Lapola, recentemente contratado como pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp. Lapola é o atual presidente do Comitê Científico do programa. De acordo com ele, a principal questão trabalhada pelo grupo é: até que ponto a fertilização proporcionada pela oferta extra de CO2 pode aumentar a resiliência de uma floresta, no caso a amazônica, num contexto de mudanças climáticas, no qual ocorrem aumento de temperatura e alteração no regime de chuvas? “É a primeira vez que a ciência busca, numa região tropical, resposta para esta pergunta”, assinala Lapola. Segundo ele, experimentos assemelhados foram realizados em florestas temperadas, nos Estados Unidos e Europa, que obviamente apresentam características distintas da floresta amazônica. Em terras brasileiras, foram feitos dois experimentos do gênero, mas em menor escala e voltados para cultivos agrícolas.
Em 1973, montadora alemã, com apoio do regime militar, iniciou projeto para criar o "gado do futuro" na Floresta Amazônica
dw.com
Uma fazenda-modelo para criar o "gado do futuro" e resolver parte do problema mundial da fome era o grande plano da montadora alemã Volkswagen em sua estratégia de ramificação de negócios no Brasil. Ao receber uma oferta do regime militar para participar do projeto de desenvolvimento da Amazônia, a empresa não perdeu a oportunidade de investir no agronegócio.
O projeto que, na década de 1970, parecia um ótimo investimento, com lucros garantidos, tornou-se, poucos anos, depois um pesadelo para o grupo alemão. Além de enfrentar acusações de ambientalistas sobre o desmatamento, a empresa se viu envolvida num escândalo sobre a exploração de trabalhadores em suas terras.
"Todas essas polêmicas que aconteceram na fazenda da montadora nos anos 1970 e 1980 ajudaram a construir a Amazônia como um espaço político nacional e internacional. A Volks acabou se tornando um símbolo da invasão da Amazônia por grandes empresários e grupos locais e estrangeiros", afirma o historiador Antoine Acker, cujo livro Volkswagen in the Amazon: The Tragedy of Global Development in Modern Brazil será lançado em julho.
Acker acrescenta que, apesar de a montadora alemã não ser a única que desmatava a região, ela era o nome mais conhecido. "Por isso, o escândalo da Volkswagen foi uma oportunidade para que muitas associações, partidos políticos e ativistas chamassem a atenção internacional para a Amazônia", ressalta.
"Integrar para não entregar"
Apesar de tentativas de desenvolvimento da Amazônia ocorrerem desde o final do século 19, com os ciclos de exploração da borracha, somente após o golpe militar de 1964 foi posto em prática um plano extensivo para a ocupação e "modernização" da região.
Com o lema "integrar para não entregar", o regime militar fez do desenvolvimento da Amazônia uma de suas prioridades. Para isso criou a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), responsável por colocar em prática essas ideias e administrá-las, além de buscar investidores interessados em negócios na região.
Mesmo propagando o discurso de proteger a Amazônia para evitar sua internacionalização, os militares faziam vista grossa, e até promoviam, investimentos estrangeiros na região. Nesse contexto surgiu a fazenda-modelo da Volkswagen no sul do Pará.
Na época, duas versões sobre o pontapé inicial da iniciativa circularam. No Brasil, divulgava-se que a empresa alemã e principalmente seu presidente no Brasil, Wolfgang Sauer, faziam questão de cooperar com o projeto de colonização da Amazônia.
Na Alemanha, para conquistar o aval do conselho de administração, o presidente do grupo na época, Rudolf Leiding, alegou que o negócio foi um pedido do regime militar. Mesmo sem consultar o conselho, ele havia comprado parte do terreno onde seria a fazenda em 1973.
"Na reunião do conselho, a compra acabou sendo validada, pois já havia ocorrido. Como não conhecia muito bem a situação brasileira, o conselho simplesmente aprovou porque não sabia do que se tratava. Leiding tentou explicar que a Volkswagen teria muito lucro se investisse na Amazônia", disse Acker.
Nessa controvérsia surgiu a Companhia Vale do Rio Cristalino (CVRC) e, com ela, os planos da montadora de exportar o gado produzido no Brasil para Europa, Japão e Estados Unidos.
Entre 1974 e 1986, Volkswagen criou gado no sul do Pará
Caboclo Amazônida, de sangue cabano,papa-chibé legítimo nascido em Santa Maria de Belém do Grão Pará às margens da Baia do Guajará e aos pés da Virgem de Nazaré.
Engenheiro por graduação (UFPA), com especialização em Desenvolvimento Econômico(UFRJ). Social desenvolvimentista por vocação, afinal quando tomei o Ita no norte e fui para o Rio morar foi optando pela troca do trabalho no Banco de Desenvolvimento da Amazônia pelo Banco de Desenvolvimento do Brasil, e assim poder contribuir mais e melhor com a minha região.
Tenho a convicção de que a conservação do bioma Amazônico só é possível através do desenvolvimento integral de sua população. E o desenvolvimento da Amazônia e de quem nela habita, só se dará através da utilização inteligente, racional e sustentável de seus recursos naturais.
Tenho como rumo de meu trabalho: Ajudar a construir uma Amazônia soberana, integralmente desenvolvida, com uma população não dependente, que possa construir seu próprio destino contribuindo assim para um Brasil Melhor.