terça-feira, 3 de março de 2015

Prioridade da ZFM é investir em rodovias e hidrovias com saídas para o Oceano Pacífico


Fonte; Amazônia.org.br 03/03/2015
Estudiosos propõem investir no projeto denominado ‘nova logística dos novos modais no Estado’ que contemplará projetos em todo o AM
O Amazonas sofre há décadas com problemas de logística que comprometem tanto a competitividade da Zona Franca de Manaus quanto o deslocamento na Amazônia.
A alternativa proposta por estudiosos é investir no projeto denominado “nova logística dos novos modais no Estado” que, se aprovado pelo governo, atuará com investimentos em todo o Amazonas. O projeto faz parte do “Plano de Desenvolvimento Estratégico do Amazonas”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan).
Segundo o coordenador geral do plano de desenvolvimento, Luiz Almir de Menezes Fonseca, o projeto propôs ações nas regiões norte, sul, leste e oeste do Estado. “Soluções existem e são simples, mas precisamos de decisão política para que as ações sejam iniciadas”, disse.
Na região sul, que contemplará Manaus, Cuiabá e Porto Velho, o projeto propõe investimentos em infraestrutura como construção de portos ao longo do rio Madeira. Esse rio é rota da produção de grãos, como soja, que vem do Mato Grosso com destino ao Sul, Leste e Centro Sul do País. Um dos portos seria construído no município de Itacoatiara e custaria, aproximadamente, R$ 2 bilhões.
“Essa é uma hidrovia importante para o desenvolvimento da região. Ela é rota da produção de soja que vem do Mato Grosso com destino aos portos de São Paulo. É preciso de gestão dessa hidrovia, dar segurança, infraestrutura com a construção de porto e uma parceira público privada para a gestão da hidrovia”, explicou o engenheiro e estudioso de logística, Carlos Araújo, que também participou da composição do plano de desenvolvimento.

Protocolo de Kyoto completa 10 anos em vigor


Fonte: Amazônia.org.br 03/03/2015
Maior acordo ambiental internacional sobre clima já estabelecido no mundo deve ser substituído por novo compromisso que será firmado neste ano
Há exatamente uma década, no início de 2005, entrava em vigor o Protocolo de Kyoto. Na ocasião, o documento que havia sido aprovado oito anos antes, durante uma conferência internacional da ONU, adquiria valor jurídico para os 141 países que o ratificaram.
André Ferretti, gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição ambientalista que apoia projetos relacionados às mudanças climáticas, explica que o principal objetivo do acordo era reduzir as emissões de Gases de Efeitos Estufa (GEEs) no planeta. “O Protocolo de Kyoto foi um grande avanço para o combate às mudanças climáticas. O documento estabelecia metas específicas e obrigatórias de redução de GEEs para os países industrializados, considerados os principais responsáveis pelas mudanças no clima global.” De modo geral, a maior parte das nações industrializadas deveriam reduzir as emissões, até 2012, a níveis 5% menores daqueles registrados em 1990.
A isenção de metas para os países não industrializados, comentada por Ferretti, acabou tornando-se um dos pontos polêmicos que envolveram o Protocolo. O principal emissor mundial de emissões na época, os Estados Unidos (hoje na 2ª posição, atrás da China), não ratificaram Kyoto. “A falta de exigência de redução de emissões para as nações em desenvolvimento e possíveis prejuízos para a economia do país foram os principais motivos que levaram os norte-americanos a se retirarem das negociações do Protocolo”, relembra.
Na COP 18, no Qatar, o Protocolo de Kyoto teve seu prazo prorrogado até 2020, porém sem contar com a assinatura de países como Japão, Rússia, Canadá, Nova Zelândia e novamente os EUA.
E o Brasil como fica?

Cientistas constroem torre maior do que a Eiffel no meio da Amazônia

Fonte: Folha de São Paulo 02/03/2015

A mais alta estrutura construída na América do Sul não é um arranha-céu e não é uma antena de comunicação.
Com 325 metros –um a mais que a torre Eiffel–, ficou pronta em janeiro no meio da floresta amazônica a torre do projeto ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), em São Sebastião do Uatumã (AM), que servirá para estudar a interação entre a mata e o clima.
A torre é basicamente um espigão preso por cabos, instalados numa área 156 km ao norte de Manaus, sem nenhum centro urbano perto. De lá, seguindo para o norte, até o Atlântico, só existe mata.
A torre terá instrumentos em diferentes alturas para medir a concentração de gás carbônico, metano, óxido nitroso, ozônio e outros gases, além de estudar o fluxo de vapor d’água e de aerossóis (partículas sólidas e líquidas em suspensão), importantes na formação de nuvens.

Alertas do DETER/INPE estimam 219 km² de desmatamento por corte raso entre novembro/2014 e janeiro/2015

Fonte: Portal Ecodebate 03/03/2015

Nos meses de novembro e dezembro de 2014 e janeiro de 2015, as áreas de alerta para alteração na cobertura florestal por corte raso e por degradação florestal somaram 291 km². Deste total, estima-se que 219 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 70 km² são de áreas de degradação florestal, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção em Tempo Real de Alteração na Cobertura Florestal realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O DETER utiliza dados de satélites de resolução moderada (250 m) e é concebido para ser um suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As imagens são analisadas e em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os Alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da cobertura florestal por corte raso e também a eventos de degradação florestal que podem ser por exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.
O INPE passa a divulgar os dados do DETER com a fatoração da área de Alerta em corte raso e em degradação florestal atendendo a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2014 entre os dois órgãos. A fatoração é feita com base nas proporções de corte raso e de degradação florestal verificados na validação dos dados do DETER e poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de Alertas e 30% de sua área total. Também, conforme o acordo firmado entre as duas instituições, a divulgação do DETER é agora referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de Alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3)e o mapa com os polígonos de Alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).

segunda-feira, 2 de março de 2015

Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária. (Divulgação)

Para  divulgação de iniciativa que pode alcançar instituições com atuação local e regional e que podem participar com suas iniciativas.


Fonte: BNDES 26/02/2015
  • Prazo termina em 27/3, no site do Banco. Serão destinados até R$ 2,3 milhões para 96 iniciativas exitosas em todos os Estados brasileiro
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe até o próximo dia 27 de março inscrições para a primeira edição do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária. A iniciativa pode destinar R$ 2,3 milhões para até 96 iniciativas exitosas em todos os Estados brasileiros.
A iniciativa é uma parceria entre o BNDES, a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). 

Os objetivos são: reconhecer os esforços e ampliar a visibilidade de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) que desenvolvam os princípios da autogestão, solidariedade e cooperação; incentivar a mobilização de atores sociais a partir de experiências e ações de referência para a sociedade; e aprofundar o conhecimento sobre o tema no País, melhorando o diálogo, a construção e a implementação de políticas públicas de apoio e investimento aos EES.

Poderão concorrer EES formalizados, EES ainda não formalizados representados por Entidades de Apoio e Fomento (EAF) e Redes de EES. Quanto ao campo de atuação, poderão participar Empreendimentos de Finanças Solidárias; Empreendimentos de Produção, Comercialização ou Consumo Solidários; e Empreendimentos Formativos, Educativos ou Culturais.

BNDES aprova R$ 6,6 mi do Fundo Amazônia para projeto dos Índios Ashaninka, do Acre



Fonte: BNDES 26/02/2015
• É o primeiro projeto apoiado pelo Fundo a ter sido concebido e apresentado diretamente por indígenas, sem intermediação do setor público ONGs



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou operação de R$ 6,6 milhões, com recursos do Fundo Amazônia, para Associação Ashaninka do Rio Amônia. Este é o primeiro projeto concebido e apresentado diretamente ao Fundo Amazônia por uma comunidade indígena, sem intermediação do setor público ou de ONGs.

Na operação pioneira, a equipe do BNDES responsável pelo Fundo Amazônia analisou em conjunto com os representantes indígenas Ashaninka, do Acre, as diversas etapas do projeto Alto Juruá, até sua aprovação.

Os Ashaninka do Rio Amônia concentram-se na aldeia Apiwtxa (termo que na língua nativa significa “união”), parte da Terra Indígena (TI) Kampa do Rio Amônia. Esta Terra Indígena — no município de Marechal Thaumaturgo, fronteira com o Peru e vizinha da Reserva Extrativista do Alto Juruá — é alvo de pressões relacionadas ao desmatamento e à degradação florestal. 

O projeto contempla ações em benefício não só do povo Ashaninka, mas também de comunidades indígenas e não indígenas do entorno da TI Kampa do Rio Amônia, abrangendo um conjunto de áreas protegidas.

O objetivo é promover o manejo e a produção agroflorestal nas comunidades, de modo a constituir alternativa econômica sustentável ao desmatamento, além de apoiar iniciativas de monitoramento e controle do território e de fortalecimento da organização local, na região do Alto Juruá/Acre.

domingo, 1 de março de 2015

Empresa diz que vai transformar ar da Amazônia em água e vender à Europa

Agora deu na Globo, portal G1, a notícia que já havíamos divulgado no dia 05/02/15.

Investimento inicial em fábrica no estado do Amazonas é de R$ 30 milhões.
Empresários também planejam venda de máquina doméstica que faz água.

Fonte: G1 01/03/2015
(Da esquerda para a direita) Empresários James Jr., Cal Jr., Paulo Ferreira e Ricardo Rozgrin investirão na Amazônia com água 'gourmet' e bebedouro com capacidade para 30 litros (Foto: Divulgação/Amazon Air Water)
(Da esq. para a dir.) Empresários James Jr., Cal Jr., Paulo Ferreira e Ricardo Rozgrin investirão na Amazônia com água 'gourmet' e produtora móvel com capacidade para 30 litros (Foto: Divulgação/Amazon Air Water)
Até o fim do ano, a Europa deverá consumir água gourmet "made in Amazônia". É o que promete um grupo de empresários que, a partir de junho, prevê iniciar no município de Barcelos - a 399 km de Manaus - a produção de água obtida a partir da umidade do ar da região. Com PH neutro, o produto deve ser comercializado na Europa e, num segundo momento, em diferentes partes do mundo. O investimento inicial é de R$ 30 milhões.
G1 conversou com dois dos quatro empresários responsáveis pela Amazon Air Water - como é conhecido o produto. Amazonense, o presidente da empresa disse que a região foi escolhida não só pelo alto potencial sustentável, mas também pelo resultado de uma pesquisa. "Esse estudo apontou que o ar da Amazônia é o mais puro do planeta, que remete à época da criação da Terra. Outro fator importante é a alta umidade da região", destacou o empresário James Júnior.
Preço sugerido de água será de 6,50 euros, o que equivale a R$ 21  (Foto: Divulgação/Amazon Air Water)
(Foto: Divulgação/Amazon Air Water)

Água será vendida em caixa com 6 garrafas de 750 ml e 6 garrafas de 250 ml; preço sugerido da embalagem com as 12 é de 75 euros, ou R$ 239
Os planos são ambiciosos. Com um investimento de R$ 30 milhões, os empresários esperam estar entre as 20 maiores exportadoras do Amazonas até o fim do ano e, em 2016, entre as cinco mais.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) também está no planos do grupo. "Pretendemos implantar uma fábrica na Zona Franca de Manaus com as máquinas que produzem essa água, mas essa é uma pretensão em segundo plano, depois que nos estabelecermos na Europa", disse James, acrescentando que a expectativa é que esse projeto entre em prática em 2018.
Em março, o grupo lança as primeiras amostras grátis do produto. Três meses depois, em junho, a água começa a ser produzida em uma fábrica de Barcelos.  A comercialização deve ter início em outubro; os primeiros destinos serão 20 cidades de países como Alemanha, Austria, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Mônaco, Portugal, Suíça e Inglaterra.
Outro projeto dos empresários é a fabricação e venda de produtoras móveis de água a partir do ar. Com o formato de um bebedouro, a estrutura tem a mesma tecnologia usada na produção da água gourmet vendida pelo quarteto. A produtora de uso doméstico tem capacidade de produção de 30 litros diários e proporcionará ao proprietário a chance de transformar umidade do ar de qualquer parte do mundo em água pronta para consumo. O aparelho ainda é importado da China, mas o grupo também tem planos de instalar uma fábrica especializada no PIM.
Produção

Google Street View lança 2ª etapa de imagens para visita virtual à Amazônia

Mais de 500 Km de rios, lagos e floresta foram percorridos durante trabalho.
Comunidades do interior do AM sugeriram locais para captura de imagens.


Fonte: G1 0103/2015

Operador com equipamento que captou imagens (Foto: Divulgação/Gabriel Ribenboim)Operador com equipamento que captou imagens (Foto: Divulgação/Gabriel Ribenboim)
Depois de percorrer mais de 500 km de rios, lagos e córregos, além de 20 km de trilhas em meio à Floresta Amazônica, o Google lança a segunda fase do Amazon Street View nesta segunda-feira (2). O projeto reúne fotos em 360º de duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), no Amazonas. As imagens na floresta foram captadas pela mesma tecnologia utilizada pelo Google para divulgar estádios da Copa do Mundo em 2014.
A iniciativa é do Google em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Uma equipe de 50 pessoas participou de forma direta e indiretamente do projeto. As Reservas Juma e Madeira, situadas a 228 km de Manaus, foram os focos da expedição que durou 18 dias. Juntas, as duas áreas somam quase 900 mil hectares de floresta preservada.
Em outubro de 2014, a equipe visitou 18 comunidades interligadas por longas trilhas. As imagens foram feitas durante o percurso de 500 km de rios, lagos e córregos, 20 km de trilhas em meio à floresta, duas escaladas de árvores.
Na primeira fase, as imagens foram coletadas pelo Trike (o triciclo adaptado do Street View). Desta vez, a equipe da FAS usou nos registros o Trekker - evolução tecnológica do Google emprestada à organização por meio do programa Trekker Loan. Pela primeira vez, o Trekker foi pendurado em uma tirolesa, o que proporciona imagens das copas de árvores.
Cada avanço na tecnologia proporciona novas experiências aos usuários da web. Entre elas, a exploração a regiões que, provavelmente, a maioria das pessoas não poderá conhecer pessoalmente. Juntos, Google e FAS proporcionam conhecimento relevante para a conscientização da sociedade sobre a importância da Amazônia", disse Karin Tuxen Bettman, gerente do Google Earth Outreach.O Street View Trekker reúne um sistema fotográfico de 15 lentes em um conjunto portátil, que pesa 18 kg e mede 120 cm. O equipamento dispara fotos automaticamente, aproximadamente a cada 2,5 segundos, conforme o operador caminha por trilhas carregando a mochila com o equipamento. Com a adaptação do equipamento, foi facilitado o acesso às trilhas mais íngremes ou estreitas que, antes, eram inacessíveis. 
Segundo o líder do projeto em campo, Gabriel Ribenboim, o avanço da tecnologia facilitou as inovações da fase no Juma e Madeira. "Com a nova tecnologia, que permite maior mobilidade e autonomia, pudemos entrar mais profundamente em trilhas e igarapés nunca antes imaginados, como a trilha de 11 km em floresta densa que conecta as comunidades do Rio Auruá com as do Rio Mariepaua. Em experiência inédita no mundo, conseguimos adaptar o equipamento em uma tirolesa fixada em uma das maiores castanheiras da região com altura em torno de 60 metros, remontando uma descida da copa das árvores até o solo documentando todos os extratos florestais", destacou.
Trekker foi pendurado a tirolesa para captar imagens na altura das copas das árvores (Foto: Divulgação/FAS)Trekker foi pendurado a tirolesa para captar imagens na altura das copas das árvores (Foto: Divulgação/FAS)
O superintendente técnico-científico da FAS, Eduardo Taveira, explicou que foram captadas imagens em perspectiva do solo, dos rios e da copa das árvores. Porém, mostrar a realidade dos moradores das comunidades é o principal foco.  
       Roteiro da Expedição
Comunidades fotografadas:
Flexal
Capintuba
Sivirino
Merum (local da tirolesa)
Boa Frente
Cristo Rei
Cacaia
São José dos Brazões
Abelha
Nova Jerusalém
Santo Antônio de Mariepaua
Primor
Santa Rosa
Livramento
Santa Maria
São Pedro
Vencedor
Cachoeirinha
Verdum
Rios fotografados:
Aripuanã
Arauá
Mariepaua
Madeira
"Cada reserva trabalha com uma dinâmica diferente, tanto de produção como do estilo de vida e como as comunidades estão organizadas. Queríamos mostrar essa realidade, não só a floresta e os recursos naturais. A Amazônia, acima de tudo, é feita por pessoas que, às vezes, não estão visíveis por quem ver a floresta só de cima. Tem uma dimensão de mostrar o trabalho realizado nas comunidades. As imagens podem ser usadas também no aspecto educacional, pois conhecer o Amazonas e a Amazônia é fundamental para entender os regimes de cheias e secas que o Brasil vivencia hoje", enfatizou Taveira.
O Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) parceiro do projeto e responsável pela gestão das reservas, autorizou a captação das imagens. As populações das comunidades também participaram indicando sobre os locais que deveriam ser fotografados.
Os moradores das comunidades na Amazônia também auxiliaram as ações em campo na captura das imagens. O líder do projeto, Gabriel Ribenboim, relatou que a equipe enfrentou vários desafios ao longo da expedição pela floresta e comunidades amazonenses.

Comitê define regras para inclusão de áreas e famílias no Bolsa Verde

Fonte: EBC 26/02/2015

O Comitê Gestor do Programa de Apoio à Conservação Ambiental definiu os procedimentos para inclusão de novas áreas e ingresso de família no Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor hoje (26).
O Bolsa Verde, lançado em 2011, é parte do Programa Brasil Sem Miséria, e concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 às famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental, como aquelas ocupadas por comunidades tradicionais, ribeirinhas, extrativistas, populações indígenas e quilombolas. O benefício é concedido por dois anos, podendo ser renovado.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), como 47% das 16,2 milhões de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza estão na área rural.

Povos da Amazônia protestam contra aprovação do PL da Biodiversidade


Fonte: EBC 28/02/2015
Indígenas, agricultores familiares e representantes de comunidades tradicionais se reuniram nesta sexta-feira (27) com o Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, para manifestar posicionamento contrário ao Projeto de Lei 7735 de 2014. O PL pretende regulamentar o acesso e a exploração econômica da biodiversidade brasileira e dos conhecimentos tradicionais associados e já foi aprovado na Câmara dos Deputados.
As populações tradicionais afirmam que o processo de elaboração e aprovação do projeto no congresso valorizou apenas interesses empresariais. Segundo eles, a tramitação foi feita de forma antidemocrática, violando a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que prevê consulta aos povos afetados.

O grupo entregou uma carta aos representantes do Ministério do Meio Ambiente e aos jornalistas em que afirma o repúdio ao projeto de Lei e apresenta, entre outras razões: falta de consentimento prévio das comunidades tradicionais para o acesso aos conhecimentos tradicionais, falta de fiscalização do acesso de empresas nacionais e internacionais a patrimônios genéticos e conhecimentos tradicionais.