terça-feira, 7 de agosto de 2012

Plástico biodegradável de açúcar está pronto para escala industrial



Fonte: Agência FAPESP 07/08/2012
Por Karina Toledo
Polímero é produzido em escala piloto no interior de São Paulo. PHB Industrial aposta em parceria com a indústria petroquímica para levar o produto ao mercado (divulgação):


Há mais de dez anos, a empresa PHB Industrial produz em escala piloto o Biocycle, um plástico biodegradável feito com açúcar de cana. Apesar de dominar a tecnologia para fabricar diversos produtos com o polímero e para tornar seu custo competitivo quando comparado ao do plástico convencional, a empresa ainda não conseguiu elevar sua produção a uma escala industrial.
Para Roberto Nonato, engenheiro de desenvolvimento da PHB Industrial, o caminho mais curto para levar o Biocycle ao mercado seria uma parceria com a indústria petroquímica. “Temos tentado isso há alguns anos, mas o pessoal do petróleo não costuma conversar com o pessoal do açúcar”, disse durante sua apresentação no workshop “Produção Sustentável de Biopolímeros e Outros Produtos de Base Biológica”, realizado na sede da FAPESP.
A história do Biocycle começou no início dos anos 1990, época em que a Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) procurava outros produtos que pudessem ser fabricados em uma usina de açúcar que não fossem commodities.
Por meio de uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e com o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), a Copersucar conseguiu produzir o polihidroxibutirato (PHB) – um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno – usando apenas açúcar fermentado por bactérias naturais do gênero alcalígeno.
Em 1994, uma planta piloto foi instalada na Usina da Pedra, em Ribeirão Preto. Em 2000, foi criada a PHB Industrial e a tecnologia passou a pertencer ao Grupo Pedra Agroindustrial, de Serrana, e ao Grupo Balbo, de Sertãozinho.
Com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e auxílio de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a empresa desenvolveu a tecnologia de produção dos pellets – pequenas pastilhas cilíndricas feitas com uma mistura de PHB e fibras naturais –, matéria-prima usada pela indústria transformadora para produzir utensílios de plástico.
“Inicialmente, nos preocupamos apenas em desenvolver o PHB e achávamos que a indústria transformadora faria o resto, mas, quando você chega com uma resina nova ao mercado, ninguém sabe como processar. Percebemos que era preciso ir além”, disse Nonato à Agência FAPESP.
A técnica de misturar PHB com fibras vegetais trouxe outra vantagem: a redução do custo. Enquanto o quilo do polipropileno custa em torno de US$ 2, o quilo do PHB sai por volta de US$ 5. “Se você mistura com pó de madeira, por exemplo, barateia o produto e dá a ele características especiais que podem ser interessantes”, explicou o engenheiro.
Diversas aplicações
O PHB é um material duro que pode ser usado na fabricação de peças injetadas e termoformadas, como tampas de frascos, canetas, brinquedos e potes de alimentos ou de cosméticos. Também pode ser aplicado na extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística. Serve ainda para a produção de espumas que substituem o isopor.
“Desenvolvemos diversas aplicações para o polímero em cooperação com outras empresas. A indústria automobilística, por exemplo, nos procurou para testar o PHB e vimos que o polímero era viável na fabricação de peças para o interior dos carros. Mas, como ainda não temos condições de produzir em escala industrial, não conseguimos entrar no mercado”, disse Nonato.
Segundo Nonato, a empresa chegou a ter uma pequena produção industrial de painéis de trator. O produto era mais barato que o equivalente feito com plástico convencional e, ainda assim, o negócio não prosperou. “Era uma produção tão pequena para o padrão da indústria, acostumada a comprar centenas de toneladas, que acabaram desistindo por dificuldades operacionais”, disse.
Para ampliar a produção, a PHB Industrial teria de aumentar sua planta. Segundo Nonato, isso exigiria um investimento muito superior ao que uma usina de açúcar tem como meta. Seria preciso um parceiro.
Também precisaria de ajuda para dar suporte aos compradores. “É necessário ter uma equipe que vá a campo ensinar qual é a temperatura certa para processar o PHB, o tipo de forma, o tipo de rosca. O mercado é pulverizado e grande parte dele está na Europa. Somente as grandes petroquímicas teriam condições de dar esse suporte”, disse.
Enquanto no Brasil o mercado para o PHB é restrito a nichos interessados em fabricar produtos com apelo ecológico a um preço mais elevado, na Europa a busca por produtos biodegradáveis é grande, segundo Nonato. “Na Europa, a agricultura hidropônica é forte e a legislação ambiental é rígida. Usa-se muito material biodegradável em estufas”, contou.
Com o PHB, é possível fabricar braçadeiras para plantas ou tubetes para reflorestamento e depois encaminhar o resíduo plástico para estações de compostagem, onde ele é rapidamente absorvido pela natureza.
Enquanto os plásticos tradicionais levam mais de cem anos para se degradar, os produtos feitos com PHB se decompõem em torno de 12 meses e liberam apenas água e dióxido de carbono.
Além da agricultura, o material pode ser usado na fabricação de embalagens para alimentos, cosméticos e outros produtos oleosos que são de difícil reciclagem. “O mercado existe e nosso produto está pronto. O que falta é um canal para chegar ao mercado e um pouco mais de investimento”, disse. 
 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cargill recebe licença para expandir terminal em Santarém

Depois de muitos anos de implantação, finalmente o porto da Cargill em Santarém recebe a Licença de Operação. Concomitantemente já recebe também autorização da SEMA autorização para ampliação de sua área. Enquanto a Associação Comercial e Empresarial comemora, muitas entidades civis manifestam sua insatisfação. Abaixo da notícia transcreve-se  Nota de Repúdio a liberação das licenças.

Fonte: Brasil Econômico e Jornal O Impacto
 

"Os investimentos reiteram a atuação e o compromisso da Cargill em Santarém", diz gerente de portos da Cargill  
Com o licenciamento, a Cargill vai aumentar a capacidade de armazenagem do terminal, que passará a ter potencial para receber 90 mil toneladas de grãos.

A Cargill recebeu no domingo (5/8) da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Pará (SEMA) a licença de operação de seu terminal portuário em Santarém, no Pará, e também licença de instalação para realizar a expansão do terminal.

O licenciamento formaliza o parecer técnico da SEMA sobre a viabilidade do empreendimento e permitirá à empresa a realização de novos investimentos no terminal.

Com o licenciamento, a Cargill vai aumentar a capacidade de armazenagem do terminal, que passará a ter potencial para receber 90 mil toneladas de grãos. Segundo a empresa, também serão realizadas melhorias logísticas para recebimento, estocagem e embarque de grãos.

"Os investimentos reiteram a atuação e o compromisso da Cargill em Santarém e contribuem para desenvolvimento do agronegócio brasileiro", explica Clythio Buggenhout, gerente de portos da Cargill.

Eis a nota que foi divulgada:
“A Associação das Mulheres Domésticas de Santarém (AMDS); a Comissão Pastoral da Terra (CPT); a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS); a Frente em Defesa da Amazônia (FDA); o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR); Comissão Diocesana de Justiça e Paz – Santarém e a União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES), organizações sociais situadas no município de Santarém/PA, vêm, repudiar os últimos acontecimentos relativos ao licenciamento da empresa multinacional Cargill Agrícola S.A, detentora de uma história de ilegalidades, fraudes e violações de direitos, além dos efeitos danosos, com a expansão do agronegócio nessa nova fronteira agrícola do oeste paraense”, diz a nota que foi divulgada. Seguindo, analisando que: “ A Cargill Agrícola S.A., multinacional com sede nos Estados Unidos, tem como principal área de atuação o comércio internacional de grãos e, no Brasil, é a principal exportadora de soja. Com a valorização excepcional do preço e o crescimento por demanda no mercado internacional no fim da década de 90 e durante a década seguinte, a soja tornou mais atrativa para o cultivo”, A nota transcrita em partes, analisa o perfil da Cargill como vilã na questão do Meio Ambiente: “ Ocorre que, por conta do esgotamento de terras nas regiões centro e sul, buscaram-se novas áreas de plantio. A Amazônia e todo seu território apareceram, assim, como fronteira agrícola a ser conquistada. Eis o script da inserção da soja e da Cargill no oeste paraense.
Com a alta do preço da soja no mercado internacional e a procura pela diminuição dos custos, a instalação da Cargill no porto da Companhia das Docas do Pará em Santarém, em 1999, caiu como uma luva aos interesses dos sojicultores. Com o porto graneleiro, haveria como escoar a produção do Mato Grosso (maior estado produtor de soja), assim como viabilizaria a expansão da fronteira agrícola do agronegócio no interior da Amazônia, uma vez que a Cargill apoia financeiramente os produtores.
Quando a população tomou conta da instalação do empreendimento (o leilão da concessão da área da CDP e os bastidores políticos sobre a sua instalação aconteceram no “escuro”) também surgiram as reações sociais, ambientais e jurídicas.
Foi-se a praia da Vera-Paz, a única praia de acesso à maioria da população, patrimônio sociocultural da cidade, agora só viva nas canções, poesias e fotos. Privatizou-se parte do rio Tapajós em frente à cidade. Edificou-se o empreendimento em cima de sítios arqueológicos com registro de 12 mil anos. Os conflitos sociais, ameaças à lideranças e aos contrários a presença da soja, aumento dos bairros periféricos, envenenamento de igarapés com agrotóxicos, comunidades inteiras sumiram do mapa para dar lugar ao progresso, entre outros, foram acontecendo.
As leis também foram abandonadas em favor do progresso. A Constituição Federal foi simplesmente esquecida durante a implantação do empreendimento. O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA), necessário para empreendimentos dessa magnitude, não foi sequer realizado. Como se sabe, o mundo dos fatos não tomou conhecimento do mundo jurídico. Com uma série de recursos, liminares e mandados de segurança, a força política, jurídica e econômica do agronegócio, figurada na Cargill, tornou-se fato consumado. Com o empreendimento já construído e em pleno funcionamento, e quase 8 anos após o ingresso das ações, a Justiça resolve, finalmente, obrigar a Cargill Agrícola S.A. a realizar o EIA/RIMA. Enquanto não se cumpria as leis ambientais, o empreendimento deveria ser paralisado, o que foi derrubado por outro mandado de segurança.
Quando finalmente os estudos ficaram prontos e puderam ser apresentados e discutidos com a sociedade em sede de audiência pública todos foram surpreendidos com as denúncias e provas de fraude no EIA/RIMA feitas por técnicos desse digno órgão ministerial e outros atores participantes, consistentes ora no falseamento de dados bibliográficos, ora em sua manipulação, ora em sua omissão. Ato contínuo, o MPE/PA, ali presente por meio de sua representante, anunciou a todos que ao término do ato se dirigiria à Delegacia de Polícia Civil para providenciar a instauração de inquérito policial para apuração do fato. No mesmo sentido da opinião manifestada pela Polícia Civil, também na visão das entidades subscreventes, não poderia ser outra a conclusão, diante da demonstração cabal, pelos técnicos do Ministério Público, na presença de centenas de pessoas, dos erros, omissões, contradições e, principalmente, manipulações de dados bibliográficos pela empresa Consultoria Paulista de Estudos Ambientais Ltda. (CPEA) em favor da Cargill Agrícola S/A. Enfim, não é difícil perceber que o real objetivo do estudo sempre foi o de “construir” um cenário favorável às pretensões da empresa Cargill.
No entanto, tempos depois, todos fomos surpreendidos ao saber que a denúncia havia sido proposta, porém, imputando crime culposo, a título de mera negligência, à empresa CPEA e a seu Diretor, responsáveis pela elaboração do EIA/RIMA fraudulento, sem qualquer explicação desse entendimento à coletividade vítima do crime praticado e sem qualquer indicação de crime por parte da Cargill. E mais: havia sido marcada uma audiência extraordinária para propor a suspensão condicional do processo ao réu. Um simples “acordo” para arquivar mais uma ilegalidade da empresa.
Nós, propomos então ao MPE/PA, entre outras coisas, a inclusão da empresa Cargill como ré no processo-crime, a alteração da tipificação penal, ou, caso o contrário, que a suspensão do processo fosse condicionada à elaboração de outro EIA/RIMA, dessa vez com dados verdadeiros e conclusões sérias, para que fossem respeitados os direitos de informação e participação da sociedade civil no processo de licenciamento ambiental.
Tentamos por diversas vezes marcar uma reunião com os representantes do Ministério Público do Estado do Pará, para rediscutir os termos da denúncia oferecida, inclusive com o oferecimento de novas provas, mas sem sucesso. O que há de concreto e objetivo nisso tudo é uma série ofícios com pedidos de designação da aludida reunião, todos eles infrutíferos.
Ao contrário do que possa alguém imaginar, as entidades signatárias veem o Ministério Público um aliado político e um defensor das causas públicas e coletivas. Todo esse esforço é animado única e exclusivamente pela vontade de respaldar o MPE/PA para que desenvolva sua função constitucional com maior coragem e galhardia, fazendo valer sua independência, fortemente ancorado na realidade fática dos conflitos socioambientais existentes em nossa região.
Além disso, lutamos por nossos direitos com insistência por termos a convicção de que seremos nós, mulheres, estudantes, agricultores familiares, quilombolas, comunidades pastorais e cidadãos comuns, os principais prejudicados pelos danos advindos de uma atuação ministerial inadequada nesse caso de extrema relevância e risco. A questão da Cargill é urgente e de interesse público dos povos da Amazônia e não somente desse órgão ministerial. Não podemos mais esperar!”.

Cientistas receberão recursos a fundo perdido para levar sustentabilidade à Amazônia

Mais recursos para projetos na região. A dificuldade são os projetos atingirem os objetivos.



Fonte Agência Brasil 04/08/2012 
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nos próximos dias serão anunciadas regras que pretendem atrair a comunidade científica para a Amazônia. A aposta do governo federal é financiar projetos de ciência e inovação tecnológia, a fundo perdido, para levar soluções sustentáveis para a região e mudar a lógica econômica, ainda associada ao desmatamento.
Os editais ainda não estão concluídos. Encarregado de acompanhar o desenho dos financiamentos, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, Carlos Nobre, adiantou à Agência Brasil, que “algumas propostas são voltadas para potenciais já reconhecidos da região, que passarão a ter mais conhecimento agregado e investimento, enquanto outras buscam soluções inovadoras”.
Em meio à expectativa sobre os temas contemplados no financiamento federal, uma aposta é que seja incluída a valoração dos serviços ambientais. O assunto vem sendo levantado tanto pelo governo quanto por organizações ambientais que defendem uma nova métrica para medir o desenvolvimento e crescimento do país, em substituição ao PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), incluindo indicadores ambientais na conta.
“Para que entrem no cálculo de mensuração da economia, precisamos entender o que são esses serviços, inclusive como o ciclo de carbono interage no aquecimento global”, antecipou Nobre.
O estímulo a cientistas e pesquisadores soma pelo menos R$ 100 milhões, já previamente aprovados pelo Comitê Orientador do Fundo da Amazônia, com aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“Esse dinheiro será usado para apoiar ações em sete grandes áreas [na Amazônia], que apontam o que precisa ser feito na região para mudar o paradigma do desenvolvimento”, explicou o secretário. Segundo ele, o volume de recursos pode ainda ser ampliado até a publicação dos editais.
Os detalhes dos editais estão sendo concluídos pela Financiadora de Estudos e Projetos [Finep] e ainda não têm data prevista para publicação.
Edição: Nádia Franco

terça-feira, 24 de julho de 2012

Pneus feitos com borracha natural de plantas alternativas


Pneus feitos com borracha natural de plantas alternativas

Fonte: Site Inovação Tecnológica - 21/07/2012
Pneus são feitos de borracha natural de plantas alternativas
Os protótipos de biopneus foram fabricados usando o látex de cada uma das plantas separadamente, para avaliação de desempenho e desgaste. [Imagem: Basque Research/MBN]
Biopneus
Engenheiros europeus apresentaram os primeiros protótipos de pneus feitos inteiramente com borracha natural a partir de plantas consideradas alternativas.
Os biopneus foram fabricados com o látex das plantas guaiúle (Parthenium argentatum) e dente-de-leão da Rússia (Taraxacum kok-saghyz), um parente do dente-de-leão encontrado no Brasil (Taraxacum officinale).
A inovação é fruto de um esforço conjunto entre cientistas de várias instituições de oito países, reunidos pela União Europeia em torno do projeto EU-PEARLS.
Os protótipos estão sendo produzidos pela fabricante de pneus alemã Apollo Vredestein.
Mercado de borracha
Um dos objetivos do projeto é reduzir a dependência da Europa em relação ao látex importado da Ásia.
Além dos pneus, o material é indispensável para um sem-número de setores, e essencial para a fabricação de ítens como luvas cirúrgicas e camisinhas.
Todo o látex usado na Europa vem da seringueira (Hevea brasiliensis), cujos maiores produtores mundiais são Malásia, Indonésia e Tailândia.
Assim, o principal resultado do projeto foi identificar espécies produtoras de látex que se adequassem ao cultivo no clima europeu: o guaiúle deu-se bem na região do Mediterrâneo, enquanto o dente-de-leão da Rússia é mais adequado para as regiões mais frias.
O guaiúle já está sendo cultivado comercialmente na Espanha, mas o látex do dente-de-leão da Rússia mostrou-se de mais fácil extração.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Campanha ‘Adote um bacuri para sempre’



Fonte Portal Ecodebate 17/07/ 2012 
Bacuri
Conheça a campanha e seus os benefícios que ela pode trazer participando da 64ª Reunião Anual da SBPC, de 22 a 27 de julho
CHAPADINHA – O bacuri é uma fruta aromática, com polpa branca, baixa acidez, rica em vitaminas do Complexo B e sais minerais. É consumida diretamente ou utilizada na produção de doces, sorvetes, sucos, geleias, entre outros. O óleo extraído de suas sementes é usado na indústria de cosméticos e na medicina popular como anti-inflamatório e cicatrizante. Sua madeira resistente e de coloração bege-amarelada já foi muito utilizada na construção de embarcações e de casas, o que ainda é observado em muitas áreas de ocorrência natural. A fruta pode ser colhida nas Chapadas Maranhenses entre os meses de dezembro e março.
Consta na literatura que o bacuri é originário do Estado do Pará, no entanto, com grande dispersão nas regiões maranhenses da Baixada (Alcântara, Central, Mirinzal, Cururupu), Cerrados do Centro-Sul e no Baixo Parnaíba (Chapadinha, Santa Quitéria, Brejo). Esta fruta ganhou dimensão nacional e internacional, tornando-se a polpa mais cara do mundo. No mercado maranhense o valor é em torno de R$ 16 o quilo, enquanto no mercado europeu o preço pago pela polpa dessa fruta pode chegar a R$ 30.
Desde a década de 80, a paisagem natural das Chapadas Maranhenses vem sendo modificada. Os bacurizais estão sendo substituídos pelas plantações de grãos e madeiras utilizadas para a exportação, causando a destruição do reservatório genético desta espécie e de seus frutos que servem de fonte de renda para agroextrativistas. Pensando nisso o grupo Cio da Terra criou a campanha “Adote um Bacuri para Sempre”. O Cio da Terra, coordenado pela professora Maria Moura, é um grupo de pesquisa e extensão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) nascido da parceria com a Associação de Moradores da Vila União, um povoado do município de Chapadinha, a 246 km de São Luís.
A ideia da campanha surgiu após a observação de que o Campus da UFMA em Chapadinha está rodeado de um grande número de bacurizais de tamanhos e idades diferentes e normalmente, não há recursos financeiros específicos para cuidar dessa espécie. Além disso, a procura pelo bacuri já supera a capacidade da produção atual.
A professora Maria Moura explica que o plantio do bacuri pode ajudar no combate a pobreza por ser uma alternativa excelente de fonte de renda para os agroextrativistas, que podem vender o produto na forma de sucos, geleias, bombons, entre outros ou ainda na forma de pomada com uso medicinal. “O plantio também pode ser importante no combate ao desmatamento visto que o bacurizeiro possui a característica ímpar de rebrotar, a partir de suas raízes. Se suas mudas forem manejadas de forma adequada (poda, espaçamento 10m x 10m) podem ser construídas várias miniflorestas”, explicou.
A adoção de uma muda para o cultivo dessa planta pode gerar emprego e permitirá a recuperação parcial de áreas desmatadas e abandonadas, e você pode participar da campanha adotando uma muda. Basta entrar em contato com o grupo Cio da Terra pelo e-mail gpciodaterra@hotmail.com.
Outra oportunidade de conhecer a campanha e os benefícios que ela pode trazer é participando da 64ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá em São Luís de 22 a 27 de julho, onde o CIO DA TERRA terá um espaço reservado para expor ações científicas e culturais. Um estande será montado no pátio do Colégio Universitário (COLUN), na UFMA, com exposição de livros e banners, além de produtos como pimentas, bombons, licores e pomadas feitas do bacuri. No local também será realizada uma homenagem ao compositor maranhense João do Vale, com a participação de Anderson Moz (estudante da UFMA e membro do grupo Cio da Terra) em voz e violão.
Não fique de fora e participe da campanha “Adote um Bacuri para Sempre”!
Campanha socializada pelo Programa Territórios Livres do Baixo Parnaíba e divulgada peloEcoDebate, 17/07/2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Feliz Aniversário BNDES - Orgulho de ser Benedense


Hoje, embora muito feliz por estar em minha querida Santa Maria de Belem do Grão Pará, sinto uma pontinha de tristeza por não poder estar comemorando junto com os demais colega essa data que considero muito importante para mim e para a toda a sociedade brasileira: os 60 anos do BNDES, essa instituição, da qual tanto me orgulho de fazer parte, e que continua cumprindo muito bem sua missão e contribuindo intensamente para o desenvolvimento do país.

Para não me atrapalhar com as palavras, transcrevo as informações  institucionais da história de nosso banco. 


  • Logo BNDES colorido

História

A Lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952, criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). O objetivo da nova autarquia federal era ser o órgão formulador e executor da política nacional de desenvolvimento econômico.
Numa primeira fase, o BNDE investiu muito em infraestrutura, mas a criação de estatais aos poucos liberou o Banco para investir mais na iniciativa privada e na indústria. Durante os anos 60, o setor agropecuário e as pequenas e médias empresas passaram a contar com linhas de financiamento do BNDE.
Em 1964, o Banco já descentralizava suas operações, abrindo escritórios regionais em São Paulo, Recife e Brasília. Além disso, passou a operar em parceria com uma rede de agentes financeiros credenciados espalhados por todo o Brasil.

Papel fundamental na industrialização

Uma importante transformação no BNDE ocorreu em 1971, quando ele se tornou uma empresa pública. A mudança possibilitou maior flexibilidade na contratação de pessoal, maior liberdade nas operações de captação e aplicação de recursos e menor interferência política.
O Banco, nos anos 70, foi uma peça fundamental na política de substituição de importações. Os setores de bens de capital e insumos básicos passaram a receber mais investimentos, o que levou à formação do mais completo parque industrial da América Latina. Começaram os investimentos em segmentos ainda incipientes, como a informática e a microeletrônica.
Em 1974, o Banco estabeleceu três subsidiárias para atuar no mercado de capitais, de modo a ampliar as formas de capitalização das empresas brasileiras. Elas se fundiriam, em 1982, na BNDESPAR.

Novos campos de atuação

O início dos anos 80 foi marcado pela integração das preocupações sociais à política de desenvolvimento. A mudança se refletiu no nome do Banco, que, em 1982, passou a se chamar Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Durante a década de 1980, ganhou força o conceito da integração competitiva, que buscava expandir o mercado interno e, ao mesmo tempo, habilitar a economia brasileira para disputar a preferência dos compradores externos. Não só o Banco incentivava as empresas brasileiras a concorrer com os produtos importados, como também passou a estimular as exportações, setor que ganhou um programa em 1983.
Na mesma época, o BNDES adotou a prática do planejamento estratégico, com elaboração de cenários prospectivos. Tratava-se de uma consolidação da vocação do Banco para o estudo, análise e formulação de políticas, presente desde o Plano de Metas de JK e desde a proposição das diretrizes com foco social.
Nos anos 90, o BNDES teve papel importante na privatização das grandes estatais brasileiras. O Banco foi o órgão responsável pelo suporte administrativo, financeiro e técnico do Programa Nacional de Desestatização, iniciado em 1991.
O BNDES iniciou a atuação em novos campos. O ano de 1993 ficou marcado pelo estímulo à descentralização regional, com o incremento dos investimentos em projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O programa de exportações passou a incluir as micro, pequenas e médias empresas. O setor de comércio e serviços começou a receber investimentos do Banco. E a preocupação com o meio ambiente ganhou força, com a classificação do risco ambiental dos projetos. A área social também deu início ao programa de microcrédito.
Em 1995, o Banco começou o apoio ao setor cultural, com o investimento na produção de filmes e na preservação do patrimônio histórico e artístico nacional. A partir de 2006, o BNDES passou a investir na economia da cultura, com financiamentos para todas as etapas de sua cadeia produtiva.

Desafios contemporâneos

O século 21 começou com a consolidação da vertente social na missão do Banco, que é promover a competitividade da economia brasileira, de forma agregada à sustentabilidade, à geração de emprego e renda e à redução das desigualdades sociais e regionais. O BNDES busca promover, nos projetos que solicitam apoio, o desenvolvimento local e regional, o compromisso socioambiental e a capacidade de inovação, desafios mais urgentes em um mundo cada vez mais dinâmico e em constante transformação.
O BNDES é hoje uma instituição ativa e moderna, que continua desbravando novas fronteiras em prol do crescimento do Brasil. Ao mesmo tempo em que se expande internamente, com a alocação em salas de um novo prédio no Rio de Janeiro e com a difusão de sua rede de agências credenciadas, o Banco inaugurou, em 2009, um novo escritório na América do Sul (Montevidéu) e uma nova subsidiária na Europa (Londres), a fim de buscar novas alternativas ao desenvolvimento em um mundo globalizado e interconectado.
Todos os segmentos econômicos são contemplados pelo Banco: agropecuária, indústria, comércio e serviços, infraestrutura, sempre com condições especiais para as micro, pequenas e médias empresas. O incentivo às exportações e o fortalecimento do mercado de capitais permanecem como ações estratégicas. Presente em todos os setores, o BNDES promove o aumento da competitividade e o fortalecimento da economia nacional, apoia o avanço social e cultural e contribui para ampliar o acesso de todos os cidadãos a uma vida melhor, com mais educação, saúde, emprego e cidadania.

BNDES faz acordo com 19 bancos de fomento

O BNDES continuando com sua ação anticíclica para ajudar a economia do país. 


Fonte Brasil Econômico 18/06/12

"Estamos finalizando um entendimento", disse Coutinho

Clube de bancos de desenvolvimento lança documento de compromisso pelo financiamento sustentável, afirma Coutinho.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que um clube de bancos de desenvolvimento, do qual o BNDES faz parte, lança amanhã (19/6) uma carta de compromisso pelo financiamento sustentável e inclusivo.
A declaração foi dada nesta segunda-feira durante participação no Fórum de Sustentabilidade Empresarial, evento que faz parte da agenda da Rio+20.
"Temos uma instituição chamada International Financial Development Club, que é um clube de instituições de financiamento ao desenvolvimento. São 19 bancos de vários países e temos trabalhado em conjunto no sentido de pactuar entre nós um comprometimento com o desenvolvimento sustentável e inclusivo", disse Coutinho.
"Estamos finalizando um entendimento", completou ele, sem querer dar detalhes sobre o teor do documento.
Linha de financiamento para estados 
Coutinho afirmou também que a ativação da linha de financiamento para os estados ainda está na fase de aperfeiçoamento, com reuniões técnicas hoje e amanhã, dos critérios de alocação dos recursos, combinando distribuição para os estados mais pobres e com maior população, critério do Fundo de Participação com o lado da eficácia.
"Existem estados com carteiras de projetos mais maduras e, portanto, mais viáveis a curto prazo. Então, o que se deseja é combinar as duas coisas", disse Coutinho.
Na última sexta-feira (15/6), a presidente da República, Dilma Roussef, havia anunciado uma linha de crédito para financiar investimentos e projetos com o objetivo de estimular a reativação da economia.
Sobre os desembolsos do BNDES para esse ano e a possibilidade de a nova linha para os estados causar impacto nas projeções do banco, Coutinho disse que deverá haver algum impacto para cima, mas que isso poderá acontecer em 2013 e 2014.
"O impacto mais substancial dessa nova linha será em 2013 e talvez um pedaço em 2014. Portanto, não antevejo um estresse sobre o funding do banco para 2012", disse.

Érica Ribeiro

terça-feira, 19 de junho de 2012

Barco solar fará o transporte de alunos no interior paraense


Fonte: Boainformacao.com.br 18/06/2012




 

Protótipo da embarcação, exposto na Rio+20, para transporte de estudantes: comunidade ribeirinha do Pará será a primeira beneficiada (foto: www.fotovoltaica.ufsc.br/)

Rio de Janeiro — Um barco movido a energia solar levará crianças ribeirinhas do Pará à escola. O protótipo, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está em exposição no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, como parte das amostras de projetos de desenvolvimento sustentável da conferência Rio+20.
A embarcação atenderá a comunidade ribeirinha de Santa Rosa, nas proximidades de Belém, com o transporte de estudantes do primeiro ao nono ano do ensino fundamental, turnos matutino e vespertino. Hoje, o trajeto dos alunos até a escola e de volta para casa é feito por cerca de 40 pequenas embarcações contratadas pela prefeitura local.
Alexandre Montenegro, pesquisador da UFSC, participante do grupo que concebeu o projeto, afirma que na escolha da unidade de ensino a ser beneficiada foi considerada a demanda regional e a localização, próxima a um câmpus da Universidade Federal do Pará, que pode servir de apoio. Segundo Montenegro, o barco solar permitirá a redução da poluição por parte das embarcações movidas a diesel nos leitos dos rios. Ajudará também a reduzir o estresse dos animais da região. “Os motores elétricos são silenciosos, ao contrário dos movidos a combustão”, explica.
O barco solar, em fase de finalização, terá módulos solares instalados no teto, com potência de 4kWp (quilowatt-pico); capacidade para 22 pessoas sentadas; conjunto de baterias com autonomia para cinco horas de navegação à noite; dois conversores de corrente contínua (das baterias) para corrente alternada (dosmotores elétricos) e dois motores elétricos, responsáveis pelo sistema de propulsão, com sistema de refrigeração a água — 30% mais leves do que os similares com refrigeração a ar.
Oficina  — No atracadouro, junto à escola, será construída uma oficina solar, com potência de 16kWp e banco de baterias. Quando o barco atracar, as baterias serão carregadas por meio de conexão com tomada especial a um terminal elétrico. Assim, contará com armazenagem extra de energia, necessária em dias de muita chuva, comuns na região.  
Na oficina também haverá refrigeradores para permitir à comunidade acondicionar de forma apropriada alimentos perecíveis, como peixes e frutas. Ali será instalado também um sistema de purificação de água por luz UV (ultravioleta).
O projeto, concebido pelo grupo Fotovoltaica, da UFSC, é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação(MCTI) e tem o apoio da Eletrobras.
Letícia Tancredi



É possível tentar ser 1% melhor a cada dia


Uma boa recomendação. Com perseverança as mudanças podem acontecer.


Fonte: Brasil Econômico 19/06/12 

Você tem a sensação que não consegue acompanhar as mudanças que ocorrem no mundo à sua volta? E percebe que, ao decidir mudar, o ritmo é tão acelerado e exige tanto esforço que dá vontade de deixar tudo como está?
A mudança em si já gera desconforto. Se for motivada por pressões externas, então, a dificuldade é ainda maior. É por essa razão que todos nós postergamos e resistimos até o último segundo para iniciar qualquer transformação - por mais positiva e desejada que ela seja.
O problema está justamente aí: quanto mais se adia, maior será o tamanho da mudança e mais difícil realizá-la.
Para não fazer modificações radicais na sua vida pessoal ou profissional, o ideal seria fazer pequenas mudanças com ritmo constante. Esta é a ideia do lema "seja 1% melhor a cada dia".

Aplicativos são aliados para gerenciar gastos


Para quem deseja manter os gastos bem controlados, algumas dicas de uso da tecnologia para tablets e smartphones.


Fonte: Brasil Econômico 15/06/12 
O consultor Jurandir Macedo: plataforma ajuda a criar rotina
O consultor Jurandir Macedo: plataforma ajuda a criar rotina


Ferramentas para tablet e smartphone são multifuncionais e ajudam a manter o controle das finanças pessoais.
No tablet ou smartphone, não faltam opções de aplicativos para quem quer gerenciar melhor as finanças. Entre as funcionalidades estão controle de gastos pessoais e de investimentos, auxílio na declaração do Imposto de Renda, registro de bens e elaboração de orçamentos.
Consultores de finanças recomendam que o usuário teste quantos aplicativos forem necessários até que encontrem o ideal. Isso porque cada ferramenta tem um nível diferente de sofisticação de dados.
Nas lojas virtuais da fabricante do aparelho, há desde os mais simples, com interface intuitiva, até aqueles mais completos, para quem já está acostumado a lançar gastos e fazer cálculos em planilhas Excel.
Apesar de gratuitos, muitos têm uma versão paga, que oferece mais funcionalidades aos usuários. O custo geralmente é de até R$ 10.