sexta-feira, 13 de abril de 2012

Entidades da sociedade civil lançam GT para combater trabalho escravo e desmatamento na produção de carvão


Mais uma vez ficamos atrás em iniciatiavas que interessam diretamente nossa região, e iremos embarcar, ou não (pois muitas vezes não percebemos representatividade nelas) em iniciativa que deveria ter partido da sociedade civil do entorno das guseiras onde o problema é mais concentrado, e que são diretamente afetada pelos problemas socioambientais causados por essa atividade. É certo que a voz das entidades locais não repercutiria na mesma intensidade de em Instituto Ethos, porém fica a impressão que não há organizações sociais ativas que se ocupem em propor e/ou reivindicar soluções para os problemas existentes, principalmente de ordem social e ambiental. 

Fonte: Ecodebate 13/04/2012

O Instituto Ethos de Responsabilidade Social, a Rede Nossa São Paulo e o WWF Brasil apresentaram ontem (12) na capital paulista uma agenda de compromissos e critérios para tornar a cadeia produtiva de carvão vegetal siderúrgico mais sustentável. Na ocasião nove empresas assinaram o termo de compromisso para participar do trabalho. Outras 40 devem se incorporar ao documento ao longo do ano.

A iniciativa será conduzida pelo Grupo de Trabalho do Carvão Sustentável, criado pelas organizações da sociedade civil, que definirá sua estratégia de atuação a partir dos resultados da pesquisa Combate à Devastação e ao Trabalho Escravo na Produção do Ferro e do Aço, em fase de finalização. Esse estudo, que será apresentado em duas semanas, teve a apresentação adiada para acréscimo de dados.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Indústria do Pará foi a que mais cresceu no país

Pará ultrapassou estados com tradição na indústria, como Rio de Janeiro (3,7%), Minas Gerais (3,0%), e São Paulo (1,5%)

Indústria do Pará

O setor industrial do Pará foi o que mais cresceu no país no início deste ano, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE ontem. Na passagem de janeiro para fevereiro de 2012, o estado alcançou um crescimento de 6,2%, cerca de 450% acima da média nacional, que ficou em 1,3%. O Pará ultrapassou estados fortes e com tradição na indústria, como Rio de Janeiro (3,7%), Minas Gerais (3,0%), Ceará (2,5%) e São Paulo (1,5%).
Na comparação com fevereiro de 2011, que teve um dia útil a menos no calendário, o Pará também apresentou resultado positivo de 0,1%, enquanto a média nacional registrou queda de -3,9%. Em fevereiro deste ano, também cresceu a indústria dos Estados do Espírito Santo (1,3%) e região Nordeste (0,8%). Por outro lado, Paraná (-7,7%), Goiás (-3,9%) e Rio Grande do Sul (-3,5%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas.
O supervisor técnico do Dieese do Pará, Roberto Sena, avalia positivamente o resultado. “Esse é um resultado extremante promissor para o Pará, ainda mais por se tratar de um setor tão importante, que é o da indústria, pelo potencial de desenvolvimento que agrega”, afirma.
Fonte: Agência Pará

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Estudo aponta que acesso a financiamentos para linha verde é irrisório

 

Mais um problema que pode ser visualisado como oportunidade para nossas instituições financiadoras. Acesso fácial a linhas de financiamentos "verdes" é uma prática à muito necessária que não se concretiza por falta de um esforço verdadeiro (falta vontade política) no sentido de construir uma estrutura mais simplificada para que nossos produtores rurais consigam mudar seus modos de utilização dos recursos naturais para um modo mais sustentável, como é o desejo da grande maioria.
  
Fonte: Agência Brasil 06/04/2012
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Apesar do volume de empréstimos desembolsados para práticas sustentáveis no campo ter dobrado na safra agrícola 2011/2012, os níveis de acesso às chamadas linhas verdes ainda são irrisórios. A conclusão é do estudo Financiamento Agroambiental, lançado pelo Instituto Socioambiental (ISA), que aponta gargalos na operacionalização desse incentivo econômico, a partir de entrevistas com 87 produtores e três agentes financeiros, desde 2010.
De acordo com a engenheira agrônoma Léa Vaz Cardoso, assessora do ISA, o financiamento impõe desafios tecnológicos ao produtor brasileiro. O carro-chefe dessas linhas de crédito é o Programa para a Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (ABC), lançado em 2010, que propõe modelos mistos de produção.
“As linhas financiam tecnologias um pouco mais complexas que as tradicionais, são sistemas diversificados. Quando você compara uma lavoura de soja em monocultivo, o pacote tecnológico é completamente conhecido. Quando coloca um sistema integrado como lavoura-pecuária-floresta, você passa a ter três produtos numa mesma área, com diferentes prazos e ciclos”, disse.
Um outro ponto, segundo a agrônoma, é que os agricultores não conhecem essas linhas diferenciadas. “O produtor até pode ter intenção de, por exemplo, recuperar áreas de proteção permanente (APP), mas ainda não faz por questões financeiras. E ainda tem a indefinição de decisões sobre o novo Código Florestal e a burocracia ambiental, que assustam esse produtor”, disse a assessora.
A solução, na opinião de Léa Vaz Cardoso, está em investimentos em capacitação e na divulgação e promoção de tecnologias. A agrônoma ainda defende que os benefícios “verdes” sejam ampliados dentro de linhas de crédito tradicionais, incluindo uma espécie de “reconhecimento e premiação” aos agricultores que conservam ou recuperam APPs, por exemplo.
“O agricultor incorre em um custo ao preservar essas áreas. A gente está com uma legislação que está preste a mudar, mas o comando-controle sozinho não é suficiente. O instrumento econômico é complementar à legislação. E não há mal algum, na nossa visão, ajudar o agente econômico a cumprir a lei”, disse Léa Cardoso.
Ainda faltam três meses para o fim do ano agrícola (2011/2012), mas o Banco do Brasil já contabiliza R$ 430 milhões desembolsados. Em toda a safra anterior, o banco desembolsou pouco mais de R$ 230 milhões. A agrônoma do ISA considera que o incremento é resultado de uma ação maior do agente financeiro e do governo, mas alerta que o valor “ainda é marginal em relação aos outros créditos. Estamos falando em quase R$ 500 milhões para linhas sustentáveis, sendo que já foram emprestados mais de R$ 70 bilhões para outras práticas, ou seja, menos de 1% na conta”.
O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Clênio Severio Teribele, não acredita na insegurança dos produtores brasileiros. “Basta verificar o crescimento da produtividade no Brasil, que a gente atribui a competência dos nossos agropecuaristas”, disse. Mas o executivo do banco admite o desconhecimento do crédito e a falta de capacitação para a tomada do financiamento.
“O que a gente percebe é que o mercado ainda não conhece essas linhas. Temos dificuldade na obtenção de bons projetos. A assistência técnica não chega a todos os locais e precisamos que chegue”, disse Teribele, acresentando que o banco está investindo em uma rede de parcerias com cooperativas, agrônomos e técnicos, para o treinamento para elaboração de projetos. “Temos todos os motivos para acreditar no bom desempenho dessas linhas”, disse.
Edição: Fernando Fraga
Após um conturbado período onde se definia meu futuro próximo, retorno a Belém e a postagem aqui no Amazonidade.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

AkzoNobel investe € 80 milhões no Maranhão

Dentro da Amazônia Legal, o Maranhão que também é Nordeste tem recebido grandes investimentos. O noticiado abaixo, de valor menor, é complementar a fábrica de celulose da Suzano, com capacidade de 1,5 milhão de toneladas/ano.
Dos investimentos mais recentes e principais destaca-se: a refinaria de petróleo Premium I da Petrobras, de capacidade gigantesca – 600 mil bpd – que será a quinta maior do mundo e a maior do Brasil. A produção será escoada pelo Terminal Portuário do Mearim, a ser construido às margens do rio Mearim em Bacabeira;
As Termelétricas do grupo EBX: UTE MPX Itaqui, com 360MW, e UTE Parnaíba (gás natural), com 1863MW, em sociedade com a Petra Energia;
AAciaria do grupo Ferroeste, que vai produzir 500 mil toneladas de tarugo de aço em sua primeira etapa;
A Construção do 4º Píer da Vale para embarque de minério de ferro no Terminal Marítimo da Ponta da Madeira;
A Duplicação da Estrada de Ferro Carajás - EFC;
A Fábrica de celulose da Suzano, com capacidade de 1,5 milhão de toneladas/ano; e
A Construção em Alcântara da Torre Móvel Integrada - TMI, para as atividades do Veículo Lançador deSatélite – VLS.

Fonte: Brasil Econômico 01/02/12O investimento será destinado para suprir nova fábrica de celulose da Suzano.
O grupo AkzoNobel construirá uma nova "ilha química" para a fabricação de insumos para celulose no Brasil.
A usina, operada pela Eka Chemicals, unidade de negócios de Papel e Celulose da AkzoNobel, suprirá uma nova fábrica de celulose da Suzano no Maranhão (MA).
"O acordo, válido por 15 anos, reforça a importância de mercados de alto crescimento para a AkzoNobel e ajudará a impulsionar a estratégia de médio prazo no Brasil, que prevê dobrar a receita para € 1,5 bilhão," diz Rob Frohn, membro do Comitê Executivo da AkzoNobel, responsável pela divisão de Especialidades Químicas, da qual a Eka faz parte.
O investimento envolve o fornecimento, armazenamento e manipulação de todos os produtos químicos necessários para a nova fábrica.
A planta está sendo construída em Imperatriz (MA) e terá capacidade para a produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano.
A usina deverá entrar em operação no último trimestre de 2013.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rock na Amazônia

A nossa rica cultura amazônica contempla em sua diversidade também espaço para os fãs do Rock. Fica o registro para àqueles admiradores dessa corrente musical.

Fonte: Portal amazônia.com 06/02/12
As bandas 'Os Tucumanos','Essence' e 'Caixakústica' abrirão o Festival

MANAUS – A Secretaria de Cultura divulgou a lista das bandas selecionadas para o Festival Amazonas Rock – Grito Rock 2012. O evento acontecerá entre os dias 21 a 24 de março, em Manaus.
No total, 30 bandas foram selecionadas. A lista completa foi revelada pelas curadorias dos Shows de Abertura e das Mostras. Conforme previsto no edital, o primeiro dia de Festival contará com três bandas no Teatro Amazonas. Formada por Moysés de Carvalho, Otoniel Cruz e Mauro Sérgio Sardinha, a curadoria selecionou: Os Tucumanus, Caixakústica e Essence. Cada uma terá 30 minutos de apresentação.
Para a Mostra no Largo Mestre Chico, a curadoria formada por Anthony Ferreira, José Montrezol e Manoel Alberto Neto selecionou 24 bandas (ver lista). As atrações musicais devem se dividir em dois dias apresentações, 23 e 24 de março, no Largo Mestre Chico, Manaus Moderna.
Atrações nacionais, que ainda serão anunciadas pela Secretaria de Cultura e Comissão Organizadora do Festival, ainda subirão ao palco da Mostra no Largo Mestre Chico.
Show de Abertura:

-Os Tucumanus

-Essence

-Caixakústica

Mostra

- 00:00

- Alaidenegão

- Bandaid

- Mezatrio

- Tattva

- Nosense

- Tudo Pelos Ares

- Os Playmobils

- Satrio

- Anônimos Alhures

- Willy Kaolho

- SPH Rock`n`roll

- The Dust Road

- Mystical Vision

- MB4

- Extremamente Tosco

- Ed Ondo

- Evil Syndicate

- Antiga Roll

- Necroblood

- Nekrost

- Catarse Divina

- InCaos

- Alma Nômade



Pesquisadores estudam potencial do tucumã no Amazonas

Lembranças de infância do tucumã entranhado nos dentes, os "beiços" sujos, os espinhos nas mãos e as horas limando os caroços para fazer anéis. Agora as pesquisas apresentam tantos aproveitamentos e utilidades diferentes da tradicionais como o fruto comestívell, (para quem não conhece o x-caboquinho é um sanduíche que leva queijo de coalho e lascas de tucumã e pode ser encontrado em lanchonetes, feiras livres e barraquinhas de café regional de Manaus) pela sua madeira, usada para como esteios para sustentação de malocas e casas rustica, além de jóias como brincosfazer , pelo óleo das sementes, pelas folhas que faz redes e peças artesanais, enfim uma grande variedade.
Sempre é bom perceber as riquezas de nossa biodiversidade, descobertas cada vez mais por cientistas e pesquisadores locais, nacionais e estrangeiros. Esses últimos liderando a pesquisa mais "refinada" com geração de conhecimento e patentes explorada comercialmente por suas empresas.
Fonte: Portal Amazônia 08/02/12
Em pesquisas, o fruto é alvo de interesse para alimento, cosmético e energia

Conhecido como ingrediente do sanduíche “X-caboquinho”, o tucumã-do-amazonas é alvo de interesse como fonte de matéria-prima não apenas para alimentação, mas também para agroenergia e cosméticos. Foto: Alfredo Fernandes/Agecom.
MANAUS - Após ficar conhecido como ingrediente do sanduíche “X-caboquinho”, o tucumã-do-amazonas é alvo de interesse como fonte de matéria-prima não apenas para alimentação, mas também para agroenergia e cosméticos.
Pesquisas realizadas com tucumã pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) buscam mapear e caracterizar as populações naturais para possibilitar o pré-melhoramento genético dessa e de outras palmáceas encontradas em diversas regiões do Brasil.
Um dos pontos de partida é a conservação da diversidade genética. Neste sentido, a Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) organiza coleções com exemplares do tucumã (Astrocaryum aculeatum), provenientes de coletas de materiais genéticos (acessos) em maciços naturais (áreas onde se encontram vários exemplares de plantas nativas de uma mesma espécie) existentes em diversas localidades dos municípios do Amazonas. A partir dessas coleções podem ser feitos estudos visando ao melhoramento dessa espécie em relação à produtividade, ao teor e à qualidade de óleo, biologia reprodutiva, entre outros aspectos de interesse.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Em 2012, empregabilidade para engenheiros será de 100%

Uma boa not´cia para os Engenheiros que em décadas passadas saiam da universidade sem saberem se iriam exercer a profissão. Um avanço provocado pelo aquecimento da economia brasiliera que precisa investir para formar mais, e principalmente, melhores profissionais para enfrentar os desafios de construção de uma infraestrutura capaz de atender a necessidade de de um país que quer ser plenamente desenvolvido.
Fonte: Massa Cinzenta 03/02/2012
Mercado brasileiro tem um déficit de aproximadamente duzentos mil profissionais da área. Maior carência está na construção civil
Por: Altair Santos
De cada 100 vagas ofertadas no Brasil, 22 requisitam engenheiros. Trata-se da profissão com maior demanda no país atualmente, seguida de longe por administradores (14 vagas para cada 100) contabilistas (6 vagas para cada 100) e economistas (5 para cada 100). Os dados constam de pesquisa recentemente divulgada pela consultoria Ricardo Xavier, que revela ainda que de cada 22 engenheiros requisitados pelo menos metade é para o setor da construção civil.
Marshal Raffa: "Quanto mais qualificado for o profissional, mais ele será requisitado pelo mercado”.
Segundo Marshal Raffa, diretor executivo da consultoria, só a engenharia mecânica é tão requisitada quanto a civil. “Os engenheiros ligados à construção civil têm fortalecido esta posição devido aos grandes eventos do mercado brasileiro (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas). Para a execução destes eventos é necessário infraestrutura. Tem ainda os investimentos no ramo imobiliário e a promessa do governo de executar na prática o PAC 2″, diz Marshal.

Agropalma embarca lote de óleo sustentável

O Cultivo do dendê no introduzido no Pará em 1951 pelo então Instituto Agronômico do Norte, hoje EMBRAPA Amazônia Oriental, se mantem forte e em crescimento com varias novas indústrias entrando no mercado. Das pioneiras, o cultivo intensivo iniciou em 1967,  a Agropalma é a que ainda a que se mantém ativa. Empresas como DENPASA, COACARÁ, CODENPA, DENTAUÁ, PALMASA, desapareceram.
A nota mostra o resultado do trabalho da Agropalma no setor, buscando apresentar produtos sustentáveis.



Fonte: Valor Econômico 31/01/2012
Por Bettina Barros
De São Paulo

Marcello Brito, da Agropalma: trabalho para que o mercado interno também pague prêmio pelo óleo certificado
A Agropalma, maior produtora de óleo de palma (dendê) e palmiste do país, embarca hoje para a Europa seu primeiro lote certificado como "sustentável". O embarque colocará o Brasil no pequeno grupo de países produtores da matéria-prima com a chancela da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável (RSPO, na sigla em inglês).
Neste primeiro momento, serão exportadas 6.400 toneladas de óleo de palma (feito a partir da polpa) e 500 toneladas de óleo de palmiste (feito a partir da semente) para Hamburgo, na Alemanha. Segundo a Agropalma, a certificação garantiu um prêmio sobre o preço de US$ 13,00 por tonelada para o óleo de palma e US$ 15,00 por tonelada para o de palmiste.
A expectativa, porém, é que até o fim do ano sejam produzidas as mesmas 160 mil toneladas de óleo certificado do ano passado - 50% ficando no mercado interno e 50% para o mercado externo. Se concretizado, o volume agregaria, somente em prêmios, US$ 1,5 milhão ao faturamento da Agropalma. "Estamos trabalhando para que o mercado interno também pague prêmios. Isso é um grande incentivo, tanto que estamos querendo ampliar a certificação para todos os agricultores familiares [que fornecem matéria-prima à empresa]", afirma Marcello Brito, diretor comercial e de sustentabilidade da Agropalma. Segundo ele, até meados de 2013 os 220 fornecedores, que representam 10% da sua produção, deverão estar certificados.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Vale, os miseráveis e a mídia, artigo de Rogério Almeida

Uma interessante observação do comportamento da mídia em relação a uma notícia que deveria ter destaque e como ele demosntra, foi preferível omitir ao invés de aproveitar a oportunidade para apresentar de maneira consistente sua ação atual, até porque a Vale realmente possui hoje (consequência da cobrança da sociedade e governos) uma política socioambiental razoável, com avanços significativos em relação a outras empresas do setor.   
Fonte: Portal Ecodebate 31/01/12
Rogério Almeida é professor da Universidade da Amazônia (UNAMA), Belém-PA e publica o blog FURO

Fiquei chafurdando na rede a procura de alguma matéria especial sobre o premio “Oscar da Vergonha” conferido a empresa Vale, no derradeiro dia 27, em Davos pela Publics Eye Awards, prêmio organizado anualmente pelas organizações internacionais Greenpeace, da e Declaração de Berna. A edição de domingo é considerada o filé mignon dos diários. Não encontrei nada nos grandes jornais, e menos ainda nos impressos locais.
Fiz o mesmo com as revistas, e a caça teve o mesmo desfecho. Na Veja havia uma nota em defesa da Vale, a base reside em cifra estratosférica que a mesma vai empenhar na área de meio ambiente. Com os meus botões fiquei a matutar sobre o silêncio nos principais meios de comunicação.
Indaguei: como pode nenhum veículo empenhar uma equipe para investigar as denúncias que os zés e marias ninguém realizaram em escala planetária sobre uma das principais empresas do planeta? A eleição da Vale como pior empresa do mundo agrupa inúmeros elementos considerados relevantes na teoria do jornalismo.