O Cultivo do dendê no introduzido no Pará em 1951 pelo então Instituto Agronômico do Norte, hoje EMBRAPA Amazônia Oriental, se mantem forte e em crescimento com varias novas indústrias entrando no mercado. Das pioneiras, o cultivo intensivo iniciou em 1967, a Agropalma é a que ainda a que se mantém ativa. Empresas como DENPASA, COACARÁ, CODENPA, DENTAUÁ, PALMASA, desapareceram.
A nota mostra o resultado do trabalho da Agropalma no setor, buscando apresentar produtos sustentáveis.
Fonte: Valor Econômico 31/01/2012
Por Bettina Barros
De São Paulo
Marcello Brito, da Agropalma: trabalho para que o mercado interno também pague prêmio pelo óleo certificado
A Agropalma, maior produtora de óleo de palma (dendê) e palmiste do país, embarca hoje para a Europa seu primeiro lote certificado como "sustentável". O embarque colocará o Brasil no pequeno grupo de países produtores da matéria-prima com a chancela da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável (RSPO, na sigla em inglês).
Neste primeiro momento, serão exportadas 6.400 toneladas de óleo de palma (feito a partir da polpa) e 500 toneladas de óleo de palmiste (feito a partir da semente) para Hamburgo, na Alemanha. Segundo a Agropalma, a certificação garantiu um prêmio sobre o preço de US$ 13,00 por tonelada para o óleo de palma e US$ 15,00 por tonelada para o de palmiste.
A expectativa, porém, é que até o fim do ano sejam produzidas as mesmas 160 mil toneladas de óleo certificado do ano passado - 50% ficando no mercado interno e 50% para o mercado externo. Se concretizado, o volume agregaria, somente em prêmios, US$ 1,5 milhão ao faturamento da Agropalma. "Estamos trabalhando para que o mercado interno também pague prêmios. Isso é um grande incentivo, tanto que estamos querendo ampliar a certificação para todos os agricultores familiares [que fornecem matéria-prima à empresa]", afirma Marcello Brito, diretor comercial e de sustentabilidade da Agropalma. Segundo ele, até meados de 2013 os 220 fornecedores, que representam 10% da sua produção, deverão estar certificados.