Editorial do Globo de hoje apresenta um discurso mais equilibrado analisando um problema efetivo que tem que ser solucionado que é a demanda por energia para manter o rítimo de crescimento necessário para o desenvolvimento sustentado da economia brasileira. A mudança ocorre após a desastrosa tentativa das Organizações Globo de influenciar a opinião pública com vídeo que mostrava até a Maitê tirando o sutiã em protesto contra a construção de Belo Monte, e que teve forte reação nas mídias sociais, devido a fragilidade e inverdades contidas nos argumentos apresentados.
A solução de usinas plataformas, que já foi comentada aqui em postagem anterior, parece bastante satisfatória e em minha opinião para o caso específico, extremamente interessante. Mas cabe ressaltar que em outras reportagens e mesmo neste editorial, vislumbro claramente nas entrelinhas a preocupação com a preservação (e não com a conservação) colocando um muro isolando a região, e obiviamente a população lá existente, mantendo o colonialismo ainda existente, com a franca possibilidade de exploração de seus recursos hídricos e energéticos com o fim magnânimo de alimentar os "principais centros de consumo".
É necessário que cada amazônida, seus representantes, instituições e organizações governamentais e não governamentais, de ensino e pesquisa, nos engajemos para mudar o "status quo" hoje existente, e nos apresentemos de forma clara e capaz para assumirmos plenamente nossa cidadania como brasileiros.
Fonte: O Globo 15/01/2012
A demanda por energia elétrica no Brasil deverá crescer a um ritmo de 4,5% ao ano até 2020. Para manter sua matriz energética limpa e alimentada por fontes renováveis, o país terá de privilegiar a construção de novas hidrelétricas. Atualmente, cerca de 85% da capacidade instalada de geração de eletricidade no Brasil são de usinas hidráulicas. Poucas nações do planeta têm condições de manter este percentual. Aqui, como há um grande potencial ainda a ser explorado, tal proporção deve permanecer pelas próximas décadas, mesmo com o avanço de outras fontes renováveis (a eólica, a biomassa e, agora, também a solar). O grande potencial a ser explorado está na chamada Amazônia Legal.