Reagindo as cobranças da sociedade sobre o modo de intervanção dos grandes projetos na Amazônia, o governo tem feito malabarismos para dar respostas e/ou encontrar soluções diferenciadas e que possam se aplicadas com algum sucesso e com menos impactos sociosambientais.
A idéia sobre o modo de implantação das hidrelétricas no Tapajós parecem interesantes, mas precisam ser avaliadas com critérios. Contudo se percebe que já é uma iniciativa positiva, com solução que parece satisfatória, e que tem (a iniciativa) que ser continuada e expandida para todos os setores e projetos apresentados para áreas sensíveis a intervenção para exploração de recursos naturais, não só na Amazônia.
Hidrelétrica de alta tecnologia só será acessível por meio de helicóptero. Governo se prepara para críticas a novo projeto de geração de energia
Fonte O Globo de 08/01/2012
Vivian Oswald
BRASÍLIA. Mais parece filme de ficção científica. Usinas hidrelétricas de alta tecnologia no meio da selva amazônica - cercadas de floresta por todos os lados - às quais os trabalhadores só têm acesso sobrevoando a copa das árvores de helicóptero. Esta deverá ser a realidade do Rio Tapajós nos próximos anos. Este projeto ousado, que garantirá ao país mais 10.683 megawatts (MW) de energia, deve sair do papel este ano e promete provocar tanta ou mais polêmica do que a usina hidrelétrica de Belo Monte, a maior do mundo e uma das bandeiras do governo da presidente Dilma Rousseff.
Diante das intermináveis batalhas travadas durante todo o ano de 2011 em torno de Belo Monte, o governo já se prepara para o que vem pela frente com a construção de cinco novas usinas com um conceito que não existe em qualquer outro lugar do mundo. Na sexta-feira, baixou uma medida provisória que mexe nos limites de cinco unidades de conservação federais para viabilizar a construção de hidrelétricas na Amazônia.