segunda-feira, 20 de junho de 2011

Internet tem cursos gratuitos para empreendedores

Informação útil para aqueles que desejam trabalhar o tema empreendedorismo, ou sonham em abrir seu próprio negócio. É fundamental para o desenvolvimento do país e em consequência da Amazônia, que por sua grande extensão territorial e dificuldades de acesso se ressente de locais para desenvolver sua população nas habilidades negociais. E a internet facilita a vida dos muitos interessados nesse assunto..

Fonte: Folha.com

Com um pouco de disciplina, vontade de aprender, computador e acesso a internet, é possível estudar e tornar seu negócio mais competitivo sem gastar.
Instituições como a Open Course Ware Consortium são exemplos disso. Ela congrega escolas, faculdades e universidades de todo o mundo e oferece cursos gratuitos de alta qualidade técnica e educacional em forma de publicações digitais.
São mais de 200 instituições educacionais associadas em todo o globo.

sábado, 18 de junho de 2011

O futuro da Amazônia será decidido nesta década’, entrevista com o engenheiro agrônomo Adalberto Veríssimo

Publicado em junho 17, 2011 Fonte Portal Ecodebate

Desmatamento, violência e subdesenvolvimento são características que persistem na Amazônia há mais de três décadas, constata o engenheiro agrônomo Adalberto Veríssimo
Trinta anos depois do boom de investimentos em infraestrutura, o Brasil volta a projetar a construção de grandes obras na região norte e nordeste do país, onde está localizada parte da Floresta Amazônica. Desta vez, o ciclo de empreendimentos traz à tona uma discussão atual: como ampliar o crescimento brasileiro preservando áreas florestais e garantindo qualidade de vida à população da região. “Aquele manto verde, quase impenetrável e destrutível, depois de três décadas de ocupação e desenvolvimento, está sendo degradado em função de uma economia baseada na extração dos recursos naturais de forma predatória”, denuncia Adalberto Veríssimo. Romper com a conjuntura histórica de desmatamento, violência e pobreza na Amazônia, segundo o pesquisador do Imazon, é um dos desafios do governo. Em entrevista à IHU On-Line concedida por telefone, ele afirma que “se não forem feitos investimentos correspondentes em outras áreas, o PAC, por si só, não vai resolver o problema de subdesenvolvimento da Amazônia e pode, inclusive, agravar o desmatamento e os conflitos sociais”.
Adalberto Veríssimo é engenheiro agrônomo, pós-graduado em Ecologia, pela Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA. Cofundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, atualmente é pesquisador sênior da instituição.

Confira a entrevista:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo? artigo de Leonardo Boff

Uma reflexão coerente sobre o uso do termo "sustentabilidade" abordando a prática mais comum e sugerindo uma prática verdadeira. 

Publicado em junho 8, 2011
Fonte: Portal Ecodebate.
É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.
Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Governo divulga metodologias de uso sustentável das florestas

Governo divulga metodologias de uso sustentável das florestas

Publicado em junho 7, 2011 

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Floresta de pé pode gerar lucros e se estiver regularizada, evita muitos dos problemas de violência, como os ocorridos recentemente na Região Norte contra lideranças rurais. É com essa premissa que o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, inicia ontem (6), em Altamira (PA) uma oficina de Desenvolvimento Organizacional Participativo para 30 técnicos da sociedade civil e lideranças comunitárias das regiões da Transamazônica e do Rio Xingu, ligadas ao manejo florestal comunitário.
“As práticas de manejo florestal hoje em dia são adequadas para manter o potencial delas e, de quebra, gerar renda para as populações locais. Infelizmente boa parte da população ainda não sabe disso”, disse Hummel.

Iniciativa PNUD contra desmatamento na Amazônia

Brasília, 03/06/2011
Fonte: PNUD
Cadastro busca deter desmate na mazônia
Iniciativa conjunta de PNUD com o governo federal vai documentar proprietários de seis dos municípios que mais desmatam no país
BRUNO MEIRELLES
da PrimaPagina

Produtores rurais de seis dos municípios do Arco do Desmatamento da Amazônia — que apresentam índices de desmate superior à média da região — podem regularizar sua situação aderindo a uma espécie de “lista verde”, cadastro com as propriedades que, mesmo estando nessas localidades, não registraram níveis elevados de desmate ou assumiram o compromisso de recuperar a área degradada.

Trata-se do Cadastramento Ambiental Rural Municipal (CAR), projeto piloto fruto de uma parceria do governo com o PNUD que visa fazer um diagnóstico de todas as propriedades de Marcelândia (MT), Dom Eliseu (PA), Ulianópolis (PA), Acrelândia (AC), Senador Guiomard (AC) e Plácido de Castro (AC).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Poda sustentável na Amazônia pode gerar milhões de dólares ao Brasil

Fonte Portal Terra 07/04/2011
A poda sustentável de árvores na Amazônia brasileira para a extração de madeira pode gerar ao país receita anual de US$ 6 bilhões e 170 mil empregos, segundo um estudo encomendado pelo Governo.
O chamado manejo florestal sustentável, além de garantir a preservação a longo prazo do maior pulmão vegetal do mundo, e de gerar renda e emprego para os habitantes da Amazônia, pode se transformar em uma atividade econômica de utilidade para o Brasil, segundo o estudo encomendado pelo Ministério da Fazenda.
Apesar de o relatório não ter sido publicado, suas conclusões foram citadas em Belém pelo diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Antônio Carlos Hummel, para defender a rapidez na concessão de áreas da selva a madeireiros interessados em explorá-las de forma sustentável e combater a devastação sem controle.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Isto não é Amazônia

Lúcio Flávio Pinto 
As regiões metropolitanas de Belém e Manaus, as duas maiores cidades da Amazônia, se aproximam de dois milhões de habitantes, a capital paraense à frente da amazonense. Com seus cinco municípios, a Grande Belém já está com 2 milhões de moradores. Para Manaus atingir essa marca, falta pouco mais de 200 mil habitantes. As duas cidades ocupam o 9º e o 10º lugares no ranking nacional.
Com esse tamanho, são cidades grandes em qualquer lugar do mundo. Mais ainda na Europa, cuja urbanização se espraiou muito mais do que no país que adotamos como modelo para quase tudo, os Estados Unidos. Não chegam a duas dezenas as regiões metropolitanas européias com mais de 2 milhões de habitantes. Só um exemplo: com um oitavo da extensão territorial do Brasil, a Itália tem um terço da população brasileira. E sua maior região metropolitana, a capital, Roma, tem 3,4 milhões de habitantes.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sítio traz biblioteca sobre desenvolvimento

Fonte: PNUD Brasil
Santiago, 07/04/2011
Banco de dados on-line reúne mais de 500 textos e estudos sobre o conceito, a mensuração e as abordagens do desenvolvimento humano
Reprodução

da PrimaPagina
O PNUD lançou uma biblioteca on-line de textos sobre temas sociais e econômicos. Chamado Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano, esse banco de dados reúne mais de 500 publicações, como artigos de divulgação, papers científicos, relatórios e estudos, a maioria feita por escritórios da agência na América Latina e no Caribe.

O material é, predominantemente, em espanhol. Inclui relatórios de resenvolvimento humano, textos sobre o conceito de desenvolvimento humano e sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), análises sobre o avanço nos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) e artigos sobre as várias áreas abrangidas pela perspectiva do desenvolvimento humano (meio ambiente, conhecimento, desigualdade, democracia, racismo, cultura, inovação etc.)
Um dos destaques da biblioteca é seu sistema de busca, que espelha justamente a diversidade de enfoques do desenvolvimento humano. O site dispõe de uma árvore de busca, por meio da qual é possível procurar os textos segundo a perspectiva adotada pelos autores (como Desenvolvimento das pessoas/ intimidade e privacidade). Também é possível fazer buscas pelos caminhos tradicionais (palavra-chave, autor, título e assunto).
“A grande contribuição do PNUD na construção do Índice de Desenvolvimento Humano foi conseguir que se avaliasse o desenvolvimento dos países com uma medida multidimensional que complementa o Produto Interno Bruto e ter propiciado a medição do resultado com múltiplos critérios”, observa um texto de apresentação do site. “Este último aspecto é que garante a interdisciplinaridade da abordagem do desenvolvimento. Por isso, consideramos que, para manter a coerência com a multidimensionalidade introduzida na medição do desenvolvimento, era necessário ter critérios similares no armazenamento dos documentos.”
A iniciativa de implementação do Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano é da Direção Regional do PNUD para América Latina e Caribe.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

THEATRO DA PAZ: um dos maiores símbolos do império da borracha em Belém

Fonte: ANN _ Agência Norte de Notícias 10/04/2011

Inaugurado como Nossa Senhora da Paz, teve seu nome reduzido para Teatro da Paz dois dias depois da inauguração
Em julho de 1869 começa a sua construção, sendo destacada a arquitetura Neoclássica.
O Theatro da Paz foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o período áureo do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região. Belém viveu um significativo processo de transformação sócio-econômico nesse período, chegando a ser chamada de “A Capital da Borracha”. Mas, apesar desse progresso a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico. Buscando satisfazer o anseio da sociedade da época, o governo da província contrata o engenheiro militar José Tiburcio de Magalhães que dá inicio ao projeto arquitetônico inspirado no Teatro Scalla de Milão (Itália). Em julho de 1869 começa a sua construção, sendo destacada a arquitetura Neoclássica. Inaugurado como Nossa Senhora da Paz, alusão ao final da guerra do Paraguai, teve seu nome reduzido para Teatro da Paz dois dias depois da inauguração. Decorado de forma simples foi aos poucos sendo embelezado com novos elementos de decoração e pintura destacando os italianos Domenico D’Angelis e Capranezi. Em 1905 passa por uma significativa reforma chegando a sua forma definitiva.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por uma Declaração Universal dos Direitos da Natureza. Reflexões para a ação, artigo de Alberto Acosta

Fonte: Ecodebate 31/03/2011
“A Natureza, como construção social, ou seja, como termo conceitualizado pelos seres humanos, deve ser reinterpretada e revisada integralmente se não quisermos colocar em risco a vida do ser humano no Planeta”, escreve Alberto Acosta em artigo publicado na Revista da AFESE (do Serviço Exterior Equatoriano), n. 54, agosto 2010.
Alberto Acosta é economista equatoriano, professor e pesquisador da FLACSO. Foi ministro de Minas e Energia do seu país entre janeiro e junho de 2007. Presidiu a Assembleia Constituinte que escreveu a nova Constituição do Equador, entre outubro de 2007 e julho de 2008. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.
“A Natureza tem muito a dizer, e já está na hora de nós, seus filhos, não continuarmos a nos fazer de surdos. E talvez até Deus escute o apelo que ressoa a partir deste país andino – o Equador – e acrescente um décimo primeiro mandamento que foi esquecido nas instruções que nos deu no Monte Sinai: ‘Amarás a Natureza, da qual fazes parte’” (Eduardo Galeano, 18 de abril de 2008).
A acumulação material – mecanicista e interminável de bens –, assumida como progresso, não tem futuro. Os limites dos estilos de vida sustentados na visão ideológica do progresso antropocêntrico são cada vez mais notáveis e preocupantes. Se quisermos que a capacidade de absorção e resiliência da terra não entrem em colapso, devemos deixar de ver os recursos naturais como uma condição para o crescimento econômico ou como simples objeto das políticas de desenvolvimento. E, certamente, devemos aceitar que o ser humano se realiza em comunidade, com e em função de outros seres humanos, como parte integrante da Natureza, sem pretender dominá-la.