quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eletrobras: custos socioambientais de Belo Monte receberão R$ 3,5 bi

Fonte: Jornal do Senado. http://www.senado.gov.br/
Edição de quarta-feira 02 de junho de 2010

Diretor das centrais elétricas diz que verba será destinada à realocação da população em áreas próximas ao reservatório, simultaneamente à realização da obra, por meio de um plano de desenvolvimento sustentável

Dos R$ 19 bilhões previstos para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, R$ 3,5 bilhões serão destinados aos custos socioambientais da obra, informou o diretor de Engenharia das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), Valter Luiz Cardeal de Souza, que foi ouvido ontem pela subcomissão que acompanha as obras. A iniciativa do debate foi de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que preside a subcomissão ligada à Comissão de Meio Ambiente (CMA).

terça-feira, 1 de junho de 2010

Empresa pesquisa e divulga materiais sustentáveis

Fonte http://www.akatu.org.br/ 27/05/2010
Banco de dados online disponibiliza projetos e materiais ecológicos para diversas áreas de atividade
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu
Hoje, todo setor pode adotar processos de produção e comercialização mais limpos sob o ponto de vista social, ambiental e econômico. Isso quer dizer que os processos podem interajir de forma harmônica com a sociedade, causar impactos mínimos ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar lucros. O que se vê no mercado atual, em decorrência disso, é uma crescente demanda por materiais e projetos sustentáveis.

Negociação climática recomeça com foco em proteção de florestas

Colaboração Daniel Soeiro
 
Fonte: Valor Econômico - 31/05/2010
O mundo tomou um porre de mudança climática em dezembro, nas duas semanas da Conferência do Clima de Copenhague. Passada a ressaca dinamarquesa, as negociações internacionais por um acordo forte recomeçam hoje, em Bonn, na Alemanha, e devem reunir delegações de mais de 170 países até 11 de junho. Todos os problemas que provocaram o impasse em Copenhague continuam no mesmo lugar e sem solução, mas há avanços. O processo agora mira a conferência de Cancún, no México, no fim do ano.
A maior novidade do novo round de negociações é um texto de 42 páginas e nove capítulos. Ele junta o texto produzido nos últimos dias da conferência com os grandes tópicos em discussão e o polêmico Acordo de Copenhague, que foi rejeitado por vários países na última sessão, mas que agora já tem o endosso de 150 nações. A esperança, em Bonn, é que avancem os trabalhos em questões menos controversas.
"Este é um passo a mais no caminho do acordo. Esperamos que haja convergência em torno de várias questões para que Cancún possa terminar a negociação", diz o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, chefe da delegação brasileira. Antes de Cancún haverá outras duas reuniões da ONU, além de vários encontros multilaterais e fóruns como o das economias emergentes (o Basic), o das maiores economias do mundo (MEF) e o G-20, em junho, no Canadá.
Um dos temas que podem sair praticamente fechados de Bonn interessa particularmente ao Brasil. É o que trata de Redd, a redução nas emissões de gases-estufa por desmatamento ou degradação de florestas. O texto que estará em negociação tem três páginas e não há muitas partes entre colchetes, recurso usado pelos negociadores quando não concordam com algo. Na semana passada, em Oslo, na Noruega, países que costumam financiar a preservação florestal (como Noruega, França e Alemanha) prometeram doar US$ 4 bilhões para projetos de Redd entre 2010 e 2012, em um processo que corre paralelo às negociações da ONU.
"Este é o ano das florestas e do Redd", aposta Alexandre Prado, gerente de economia e especialista em clima da ONG Conservação Internacional. O palpite do ambientalista se baseia no avanço da discussão de Redd na negociação e no fato de Christiana Figueres, a nova secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, ser defensora dos mecanismos de Redd que possam ser financiados pelo mercado. A costa-riquenha vai substituir em julho o atual secretário, o holandês Yvo de Boer.
Outro tema sob a lupa em Bonn é o capítulo de adaptação às mudanças climáticas e a pressão para que o "fast start", dinheiro acertado em Copenhague (US$ 30 bilhões em três anos, para os países mais vulneráveis) comece a sair. Pode haver avanços também na transferência de tecnologias limpas e criação de um sistema de governança eficiente e confiável.
"Esta é a primeira reunião depois de Copenhague, na qual vai se discutir o conteúdo do acordo", diz Kim Carstensen, líder da WWF para as questões de clima. "É uma oportunidade para vermos progresso real e terminarmos com a confusão que surgiu em dezembro [em Copenhague]."
"Mas tudo isso é um pacote com vários elementos", diz um representante do governo brasileiro. "Em toda negociação não se adotam elementos individualmente, o que se adota é o pacote inteiro. Ou seja, o Brasil não vai deixar que o capítulo sobre florestas vigore enquanto as outras arestas do acordo climático internacional ? Como finanças, por exemplo ? Não estejam funcionando também. O que pode significar mais adiamentos. Sem florestas, o Brasil perde parte de seu poder de negociação.

Floresta Amazônica: um mosaico cultural que o Brasil desconhece

Colaboração do Daniel Soeiro

Floresta Amazônica: um mosaico cultural que o Brasil desconhece

Por Natalia do Vale
A floresta amazônica brasileira tem cerca de 13 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE. Destes, 300.000 são migrantes que vieram principalmente do Nordeste, atraídos pelo sonho de ganhar dinheiro trabalhando em madeireiras, mineradoras, criação de gado, plantio de soja, milho e outros produtos agrícolas. Além do sonho de ter um futuro melhor, estes trabalhadores trazem na bagagem os costumes de seus lugares de origem e uma infinidade de novas histórias, que contadas com sotaques diferentes, se misturam à cultura dos mais de 162 grupos de índios da região, formando um verdadeiro mosaico cultural.

domingo, 30 de maio de 2010

Artigo do Jornal do Brasil de hoje

Hidrelétricas e movimentos sociais :: Humberto Viana Guimarães

ENGENHEIRO CIVIL E CONSULTOR
Alguns ambientalistas, ONGs, religiosos e os movimentos sociais são contra as usinas eólicas porque as aves se chocam contra as suas hélices; as usinas hidrelétricas porque inundam alguns quilômetros quadrados; a biomassa porque a cana-de-açúcar avança sobre áreas produtivas; e as usinas nucleares porque são perigosas.

Será que esse pessoal quer que instalemos as termelétricas que utilizam carvão ou combustíveis fósseis? Se esses ecologistas estudassem mais um pouco, saberiam que uma termelétrica que utiliza carvão lança no ar 800 quilos de dióxido de carbono (CO2) por cada MWh gerado; a óleo, 550; a gás natural, 400. Por outro lado, a geração eólica tem emissão de 28 quilos; a hidrelétrica com somente 25 quilos (fonte: UE). Ressalte-se que bioeletricidade por se tratar de uma energia renovável é neutra em relação à emissão de gases do efeito estufa.

O papel das reservas florestais

O papel das reservas florestais
Fonte:  Jornal do Brasil 30/05/2010

RIO DE JANEIRO - As unidades de conservação e terras indígenas da Amazônia podem evitar a emissão de cerca de 8 bilhões de toneladas de carbono até 2050, segundo pesquisa feita em parceria por pesquisadores brasileiros e americanos. O estudo mostra que as chamadas áreas protegidas, que englobam as terras indígenas, unidades de conservação de uso sustentável e as unidades de conservação de proteção integral, abrigam 54% das florestas remanescentes da Amazônia Brasileira.
Os pesquisadores checaram o nível de preservação de 595 áreas protegidas da Amazônia, verificando se elas foram desmatadas. Entre 1997 e 2008, o conjunto destas áreas inibiu o desmatamento. Das áreas protegidas criadas depois 1999, 115 se mostraram efetivas imediatamente após terem sido criadas.
A recente expansão do número de áreas protegidas na Amazônia foi responsável por 37% do total de redução de 13,4 mil quilômetros quadrados no desmatamento entre 2004 e 2006.

Marabá no Estadão

Matéria no Estadão de hoje sobre Marabá, dentro de uma série de artigos focados na eleição presidencial. Nem citam a principal discussão na região no momento que é a possibilidade de criação do estado de Carajás.
Em Marabá, queixas de impostos elevados
Cidade cresce vertiginosamente, e muitos moradores atribuem êxito a esforço próprio

É difícil encontrar um marabaense em Marabá. Típico polo de atração da fronteira agrícola amazônica, essa cidade de 200 mil habitantes no sul do Pará é povoada de gente que veio de todas as partes do Brasil em busca de oportunidades na agricultura, na mineração, comércio e serviços. Esse magnetismo deu origem a uma classe média urbana empreendedora, com forte ligação com a economia rural a seu redor, que tende a atribuir seu êxito aos esforços próprios, e a ver no governo mais um estorvo que uma solução.

Exemplo da Petrobrás Petrobras diz que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental

Petrobras diz que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental 
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br, 29/05/2010
Nielmar de Oliveira
Repórter da agência Brasil
Rio de Janeiro - A exploração e a produção de petróleo e gás na província petrolífera de Urucu, descoberta em 1986, no coração da Amazônia, é um dos melhores exemplos de que “é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental”, disse Leonardo Sá, da Coordenação de Comunicação Digital da Petrobras.

Instalada na região desde a sua criação, em 1953, a Petrobras desenvolveu um modelo de produção sofisticado, concebido por técnicos e cientistas de várias áreas, cuja principal preocupação foi garantir a convivência entre a atividade econômica e o meio ambiente.

sábado, 29 de maio de 2010

Ecossistema da Amazônia na internet

Muito boa a iniciativa do acordo entre a Petrobras e a Google para disponibilizar um exelente trabalho da Petrobras na recuperação da área impactada pela ação de exploração de petróleo no coração do bioma amazônico.
É uma oportunidade de observar a possibilidade real da utilização racional dos recursos naturais, com a preocupação de deixar a área explorada, muito próxima do que era antes da exploração. Se vermos imagens do momento da implantação, iremos nos indignar  com a ação violenta de agressão ao meio ambiente. Essa fase inicial agressiva é necessária. A diferença entre a "boa" e a "má" agressão está na maneira como a responsabilidade socioambiental das empresas é efetivamente realizada. Com a ação e fiscalização dos responsáveis por essa parte, é possivel e desejável que se utilize os recursos naturais de maneira racional e sustentavél, com o respeito a legislação ambiental, iremos conseguir a preservação, conservação e recuperação de acordo com a necessidade de cada uma das áreas.  
Acordo Petrobras-Google disponibiliza ecossistema da Amazônia na internet
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br 29/05/2010
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiero - Estar presente na Amazônia, conhecer e mapear as suas riquezas, sua fauna e flora é a experiência que a Petrobras possibilita a pesquisadores, cientistas e meros curiosos com o mapa sobre a biodiversidade da região, lançado na internet a partir de acordo com o site de buscas Google.

A partir de um simples clique com o mouse em qualquer ponto do mapa, disponível no site http://www.petrobras.com.br/biomapas, mais de 100 espécies nativas da Amazônia estarão ao alcance de todos – em seus mínimos detalhes e peculiaridades.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Geógrafa defende conhecimento do potencial da floresta para crescimento do país

Lisiane Wandscheer Repórter da Agência Brasil
Brasília - Uma economia baseada no conhecimento sobre a natureza e na utilização, sem destruição, do meio ambiente foi defendida hoje (26) durante a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia pela geógrafa e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Bertha Becker.
Para a geógrafa, o Brasil tem um potencial de natureza imenso, mas não sabe aproveitá-lo a exemplo do que sempre foi feito na Amazônia.
“É fundamental que a ciência, a tecnologia e a inovação ajudem a revigorar os conhecimentos tradicionais da Região Amazônica. A economia da floresta por si é diversificada, tem extrativismo de plantas, de pesca e remédios essenciais para a saúde pública”, cita.